Comemorou-se esta Terça-feira, 31 de Agosto, o Dia da Medicina Tradicional e Alternativa.

Dirigido pela Vice-ministra da Saúde, Lidia Cardoso, o evento central teve lugar no Conselho Municipal de Maputo e foi marcado pelo lançamento do Suplemento Multivitaminico à base de produtos naturais locais, cuja eficácia, eficiência e qualidade foram cientificamente aprovadas, em resultado de trabalhos conjuntos de pesquisa entre o MISAU e a UP Maputo.

"Este é um grande contributo da medicina tradicional neste momento da COVID-19, por quanto, este Suplemento vai ajudar a suprir os problemas da desnutrição crónica e correcções de outras deficiências em crianças dos 0-5 anos de idade", disse Lidia Cardoso, acrescentando depois que " o Suplemento vem valorizar as espécies alimentares e medicinais existentes em Moçambique, para uso nas Unidades Sanitárias e nas comunidades do nosso País".

Cardoso destacou também, o trabalho  de pesquisadores nacionais e de outros países (casos de Cuba, Índia, China, Madagáscar) que estão envolvidos no desenvolvimento de diversos estudos para encontrar evidências de determinados compostos naturais eficazes para a prevenção e combate à COVID-19.

A governante aproveitou a ocasião para chamar atenção para a necessidade de formação e mobilização de mais recursos humanos e financeiros por forma  a se alavancar a investigação científica, assim como, para a contínua capacitação de mais praticantes de medicina tradicional e alternativa, desafiando os praticantes desta a colaborarem em acções que visam reduzir a desinformação e o receio de tomar a vacina no seio das comunidades.

Presente no evento, que teve lugar nos Paços do Conselho Municipal de Maputo, o Presidente da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO), Fernando Mate, usou da ocasião para saudar o Governo e a OMS pela integração da medicina tradicional no Sistema Nacional de Saúde, isto apesar de ainda prevalecerem desafios referentes à sua regulamentação.

O Ministério da Saúde (MISAU) participou esta Terça-feira, 31 de Agosto de 2021, em Maputo, num debate promovido pelo Centro de Integridade Pública (CIP), que tinha como objectivo apresentar e debater os Resultados da Pesquisa elaborada por aquela organização da sociedade civil, sobre a necessidade de Regulação dos Preços dos Serviços Privados de Saúde em Moçambique.

Na pesquisa realizada pelo CIP e hoje tornada público, a instituição sugere que a falta de regulação dos preços associada e os desafios de âmbito inspectivo das actividades desempenhadas pelas entidades praticantes da medicina privada em Moçambique, leva ao surgimento de fenómenos indesejáveis, como é o caso da selecção de doentes com base em critérios financeiros, a indução artificial da procura, estimulando os usuários a adquirir os serviços oferecidos por estas entidades e a redução da qualidade e segurança dos serviços prestados como forma de aumentar a rentabilidade da actividade empresarial.

Espera-se, com o documento, engajar as entidades competentes, designadamente o MISAU e outros actores, a influenciarem reformas na regulação e fiscalização dos serviços privados de saúde, no país.

O MISAU fez-se representar no debate, que decorreu em formato virtual, pelo Inspector Geral de Saúde, Dr. Martinho Djedje e pelo Director Nacional Adjunto de Assistência Médica, Dr. Sérgio Seni.

O evento contou igualmente com a participação de representantes da Associação Médica de Moçambique, Ordem dos Médicos de Moçambique, Associação para o Estudo e Defesa do Consumidor e das plinicas privadas.

MISAU-DCI

Lídia Cardoso fez o apelo esta Segunda-feira (30 de Agosto), na cidade de Maputo, durante a cerimónia central do Dia Nacional do Dador de Sangue, assinalado no Domingo (29 de Agosto), sob o lema “Doe sangue e mantenha o mundo a pulsar”.

A dirigente justificou a sua afirmação com a redução que se regista no número de doações de sangue, no país, agravada agora com a pandemia de Covid-19.
A título de exemplo, no primeiro semestre deste ano foram colhidas e testadas 56.434 unidades de sangue, contra as 63.308 do igual período do ano transacto. Isto representa uma redução de 10.8%”.

Por isso, o desafio do sector, de acordo com a Vice-ministra, continua a ser aumentar o número de doações provenientes de dadores voluntários e de repetição.

Lídia Cardoso que falava no Serviço Nacional de Sangue (SENASA), local onde assistiu a uma campanha de doação de sangue, lembrou aos presentes, que o abastecimento adequado de sangue seguro apenas pode ser garantido através de doações regulares, voluntárias e não remuneradas. “É nesse sentido que em nome do Ministério da Saúde, lanço um apelo à população no geral para que apoie as doações voluntárias de sangue, olhando-as como um acto de solidariedade para todos e que garantam que os Bancos de Sangue do País sejam auto suficientes de modo a garantir o acesso ao sangue seguro”.