Iniciativa presidencial “Um Distrito, Um Hospital”, melhoria de Assistência Sanitária e provisão de Medicamentos entre as prioridades do sector em 2022.

Terminou esta sexta-feira (05 de novembro), em Lichinga, capital da província de Niassa, o XLVI Conselho Coordenador da Saúde.

Com periodicidade anual, o Conselho Coordenador da Saúde de Lichinga, avaliou e debateu, entre várias matérias, o grau de cumprimento dos compromissos do sector; identificou os desafios actuais e futuros; perspectivou os próximos passos e aprofundou as acções sectoriais, tendo em conta a necessidade de alinhamento com as aspirações do Programa Quinquenal do Governo 2020-2024, entre outros instrumentos de Planificação e monitoria.

A reunião magna da Saúde, elencou os desafios urgentes e actuais sectoriais, e coube ao ministro da saúde, Armindo Tiago, apresentá-los, num discurso de encerramento, marcadamente introspectivo, aliás, caracteristica dos debates que aconteceram ao longo dos três dias de trabalhos do Conselho Coordenador.

Entre os desafios, de acordo com o ministro Armindo Tiago, contam-se, a necessidade de expansão e melhoramento da rede sanitária, com destaque para a iniciativa presidencial “Um Distrito Um Hospital”; a consolidação do Plano de Logística (PELF), implementado pela Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), com foco na continuidade da construção de armazéns de medicamentos em todo o país e o estabelecimento de uma cadeia eficiente de logística, e abastecimento de medicamentos; assim como a implementação do subsistema comunitário de saúde, num modelo que permita a transferência de conhecimentos e partilha de responsabilidades, dos profissionais de saúde e comunidades.

Teve início na manhã desta segunda-feira (11), no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, a XII Reunião Nacional do Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM).

Na sua intervenção, o ministro da saúde, Armindo Tiago, que procedeu com a abertura do evento, enalteceu o sector e todos actores-chave no combate à malária, pela redução de casos no país, que se situa em 15 por cento, nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com igual período de 2020.

“Dados do sector da saúde, indicam que Moçambique registou 6.433.431 casos de malária até Julho do corrente ano, contra 7.556.492 casos registados em igual período de 2020, o que representa uma diminuição de 15%. Ao longo do período em referência, foram registados 31.348 casos de malária grave, contra 38.653 casos em 2020, o que representa uma diminuição de 19%”, revelou Armindo Tiago.

Mesma tendência de diminuição, regista-se no que diz respeito às mortes por malária, nos hospitais moçambicanos, onde de janeiro a julho de 2021, foram registados 291 óbitos, contra 384, em igual período de 2020, facto que representa uma redução de 24%.

A recomendação é da esposa do Presidente da República, Dra. Isaura Ferrão Nyusi e foi feita esta este Domingo, 26 de Setembro, em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, por ocasião do Dia Mundial da Contracepção.

De acordo com a esposa do Presidente da República, a celebração do 26 de Setembro é uma homenagem a todos os adolescentes e jovens, independentemente do seu estatuto social, económico, político, credo religioso ou condição física, e visa promover cada vez mais o Acesso à Informação e aos Serviços de Contracepção Modernos. "Constitui igualmente um momento de reflexão, visando delinear estratégias benéficas para colectivamente derrubarmos barreiras, corrigirmos disparidades, priorizando a sensibilização dos adolescentes e jovens na adopção dos métodos contraceptivos eficazes que contribuem para um desenvolvimento demográfico sustentável".

Numa mensagem dirigida especificamente aos dolescentes, rapazes e raparigas, lembrou o lema da celebração deste ano que é “Adolescentes e Jovens façam contracepção, protejam-se, nada de desculpas, conheçam as vossas opções, vosso futuro nas vossas mãos”, afirmando tratar-se de um apelo para o reforço da advocacia no acesso ao conhecimento e aplicação do método da contracepção pelos adolescentes e jovens, reforçando a ideia de ser esta "a melhor forma de contribuirmos na redução das gravidezes precoces e, acima de tudo, a retenção da rapariga na escola, um factor determinante para desenvolvimento do Capital Humano".