O Ministério da Saúde (MISAU), em colaboração com o Gabinete da Primeira Dama da República, Isaura Ferrão Nyusi e parceiros, vai introduzir no calendário nacional de vacinação, a partir do dia 24 de Novembro corrente, a vacina contra o cancro do colo do útero, que terá como público-alvo, meninas com nove (9) anos de idade.

O anúncio foi feito pelo Director Nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, em conferência de imprensa realizada na tarde desta terça-feira, 16 de Novembro, na cidade de Maputo.

Fernandes referiu, na ocasião, que a introdução da vacina enquadra-se nos esforços do país, de prevenção e controlo da doença, com vista a reduzir a morbi-mortalidade pelo cancro do colo do útero.

“O Cancro do Colo do Útero é um problema de Saúde Pública em muitos países do mundo, incluindo Moçambique. Anualmente, cerca de 5 mil mulheres são diagnosticadas com a doença e dessas, 4.000 perdem a vida”, destacou Quinas Fernandes.

O Director Nacional de Saúde Pública fez saber ainda que, a vacina é intra-muscular e será administrada em duas doses separadas por um intervalo de seis  meses. Acrescentou ainda que ela  previne quatro tipos de vírus (variantes 8, 10,16 e 18), que causam mais de 70% dos casos de cancro do colo do útero.

Refira-se que o Ministério da Saúde prevê vacinar, com a introdução desta vacina, e anualmente, cerca de 450 mil raparigas com nove (9) anos.

O MISAU apela a todos os pais e encarregados de educação para levarem as suas crianças à vacinação.

MISAU-DCI

Iniciativa presidencial “Um Distrito, Um Hospital”, melhoria de Assistência Sanitária e provisão de Medicamentos entre as prioridades do sector em 2022.

Terminou esta sexta-feira (05 de novembro), em Lichinga, capital da província de Niassa, o XLVI Conselho Coordenador da Saúde.

Com periodicidade anual, o Conselho Coordenador da Saúde de Lichinga, avaliou e debateu, entre várias matérias, o grau de cumprimento dos compromissos do sector; identificou os desafios actuais e futuros; perspectivou os próximos passos e aprofundou as acções sectoriais, tendo em conta a necessidade de alinhamento com as aspirações do Programa Quinquenal do Governo 2020-2024, entre outros instrumentos de Planificação e monitoria.

A reunião magna da Saúde, elencou os desafios urgentes e actuais sectoriais, e coube ao ministro da saúde, Armindo Tiago, apresentá-los, num discurso de encerramento, marcadamente introspectivo, aliás, caracteristica dos debates que aconteceram ao longo dos três dias de trabalhos do Conselho Coordenador.

Entre os desafios, de acordo com o ministro Armindo Tiago, contam-se, a necessidade de expansão e melhoramento da rede sanitária, com destaque para a iniciativa presidencial “Um Distrito Um Hospital”; a consolidação do Plano de Logística (PELF), implementado pela Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), com foco na continuidade da construção de armazéns de medicamentos em todo o país e o estabelecimento de uma cadeia eficiente de logística, e abastecimento de medicamentos; assim como a implementação do subsistema comunitário de saúde, num modelo que permita a transferência de conhecimentos e partilha de responsabilidades, dos profissionais de saúde e comunidades.

Teve início na manhã desta segunda-feira (11), no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, a XII Reunião Nacional do Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM).

Na sua intervenção, o ministro da saúde, Armindo Tiago, que procedeu com a abertura do evento, enalteceu o sector e todos actores-chave no combate à malária, pela redução de casos no país, que se situa em 15 por cento, nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com igual período de 2020.

“Dados do sector da saúde, indicam que Moçambique registou 6.433.431 casos de malária até Julho do corrente ano, contra 7.556.492 casos registados em igual período de 2020, o que representa uma diminuição de 15%. Ao longo do período em referência, foram registados 31.348 casos de malária grave, contra 38.653 casos em 2020, o que representa uma diminuição de 19%”, revelou Armindo Tiago.

Mesma tendência de diminuição, regista-se no que diz respeito às mortes por malária, nos hospitais moçambicanos, onde de janeiro a julho de 2021, foram registados 291 óbitos, contra 384, em igual período de 2020, facto que representa uma redução de 24%.