Falando no lançamento da Primeira Pedra para a construção do Armazém Intermediário de Chimoio, cerimónia havida na manhã desta Sexta-feira na capital da província de Manica, o ministro da Saúde Armindo Tiago, deu a conhecer que o MISAU está a introduzir reformas profundas na cadeia de abastecimento de medicamentos no país de modo a garantir maior eficiência e controlo na gestão de medicamentos e artigos médicos, incluindo uma rápida e atempada reposição de stoks, assim como a redução de desperdícios e roubos.

Entre outras medidas a reforma tem como espinha dorsal a adopção de comando único que passa pela redução dos actuais 168 depósitos de medicamentos existentes no país, para 30 Armazéns Intermediários que vão lidar directamente com as Unidades Sanitárias.

Acredita-se que com a redução de locais de acondicionamento de fármacos, reduzir-se-á também, o número de intervenientes, barreiras administrativas e roubos.

O novo modelo vai permitir que a Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM) possa, de forma directa, monitorar a disponibilidade de medicamentos nas Unidades Sanitárias, através dos sistemas que estão sendo montados para o efeito.

Será igualmente possível aferir o nível de consumo e prevenir casos de ruptura de stoks e desperdício por ficar fora do prazo.

É que, actualmente, há casos em que um determinado medicamento pode estar em grandes quantidades e com risco de expirar em Unidades Sanitárias de uma província, enquanto em Unidades Sanitárias da outra, haja falta.

O armazém cujas obras arrancaram nesta Sexta-feira, faz parte dos 30 projectados no âmbito da substituição dos 167 Depósitos Provinciais.

A infraestrutura terá as seguintes componentes: escritórios, armazém principal, armazém para vacinas equipado com câmaras frigoríficas, guaritas, casa de máquinas, incineradora, sistema de abastecimento de água equipado com dois furos, parque de estacionamento.

Edson Macuácua, Secretário de Estado da Província de Manica rigozijou-se com o facto de a sua província ter sido escolhida para a implantação do armazém, o quarto do país.

Financiada pelo Fundo Global em 3.5 milhões de dólares norte-americanos e executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Armazém está a ser erguido numa área de 4 hectares.

O Armazém Intermediário de Chimoio, uma construção de raiz, tem como empreiteiro a PANLEEN, Lda. O Fiscal é a CONSULMAR.

Este armazém está inserido na Implementação do Plano Estratégico da Logística Farmacêutica (PELF) desenvolvida pela CMAM.

O prazo de execução é de dez meses.

O evento do Lançamento da Primeira Pedra para a Construção do Armazém Intermediário de Chimoio foi bastante concorrido e antecedido por uma cerimónia de evocação dos antepassados, momentos culturais, oração proferida por um lider religioso para abençoar a obra e todos que nela estarão envolvidos.

 

 

O compromisso foi assumido pelo empreiteiro JDSOUSA - Construções perante o ministro da Saúde, Armindo Tiago, que na tarde deste Sábado escalou as obras no quadro da visita que de Quinta-feira à Domingo efectuou à província de Manica.

A infraestrutura que se espera venha a melhorar a prestação dos cuidados de saúde à população daquele distrito e comunidades circunvizinhas, pese embora já esteja na fase de acabamentos, está com o seu prazo de entrega largamente ultrapassado.

Com um orçamento inicial de cerca de 220 milhões de meticais, as obras arrancaram em 2014 e tinham sido projectadas para terminar em 18 meses.

O empreiteiro aponta constrangimentos de ordem financeira por parte da entidade contratante como estando a ditar grandes paralisações que acabaram comprometendo o prazo inicial.

No tempo volvido, a construtora indica que a obra já teve paralisações que correspondem a cerca de três anos.

Perante o apelo do ministro de conjugação de esforços para do lado do governo serem liquidadas as facturas em atraso, e o empreiteiro acelerar a conclusão das obras, dado que o hospital faz tanta falta à população daquele distrito, a JDSOUSA - Construções prometeu reforçar o pessoal, equipamento e montar um plano de trabalho que vai permitir que Hospital seja concluído em menos de três meses.

Refira-se que, actualmente, complicações de saúde que requeiram um bloco operatório para serem atendidas, a exemplo de cesarianas e cirurgias de emergência são transferidas para o Hospital Distrital de Muxúngue, na vizinha província de Sofala, cerca de 90 km em estrada não pavimentada, situação descrita como um martírio principalmente na época chuvosa.

Ainda em Machaze, o ministro da Saúde visitou o Centro de Saúde da vila sede, reuniu com profissionais de Saúde e autoridades locais, tendo ficado visivelmente impressionado com os níveis de organização dos serviços de saúde ao nível do distrito e a assistência à população.


 

Consulte o boletim em anexo, para informação actualizada sobre a situação do Coronavírus em Moçambique.

O Hospital Central de Maputo (HCM), está preocupado com a lista de espera das cirurgias electivas de otorrinolaringologia que actualmente situa-se em seis meses.
Para reverter o quadro, uma campanha de cirurgias de otorrinolaringológia com a duração de cinco dias está em curso nesta unidade hospitalar onde espera-se que até ao dia (21/02) sejam operados 80 pacientes previamente seleccionados, na sua maioria crianças.
 
 
A iniciativa, a primeira do género levada a cabo por médicos de nacionalidade moçambicana, permitirá que pacientes que necessitam do mesmo procedimento ou serviço médico cuja demanda é maior que a oferta, não tenham de esperar por períodos longos para serem atendidos.
 
Segundo deu a conhecer Pedro Machava, Médico e Director do Serviço de Otorrinolaringologia do HCM, cada cirurgia demora em média uma hora e embora sejam de regime ambulatório os pacientes operados permanecem internados no hospital por uma noite sendo que, após a alta são seguidos através de controlos semanais.
 
Machava, explica ainda que, das patologias mais frequentes a serem atendidas nesta campanha, destaque vai para as das vias respiratórias altas como as adenoidites, amigdalites, rinites, faringite, sinusite, laringite, pólipo nasal e outras que dificultam a respiração nos pacientes.
 
Mundialmente conhecidas como um dos problemas mais comuns encontrados em serviços de atendimento médico pediátrico, as infecções das vias aéreas superiores podem se tornar graves quando não tratadas correctamente.
 
A fila de espera é uma realidade em muitos hospitais não só do país sendo que os pacientes que aguardam por um mesmo procedimento, são chamados um de cada vez, de acordo com a ordem de chegada.
 
As campanhas ora iniciadas, serão permanentes, o que vai ajudar a aliviar o sofrimento de muitos doentes que em determinadas situações devem aguardar pacientemente por alguns meses para serem atendidos.

O MISAU tomou conhecimento da preocupação que cidadãos que se apresentam mascarados na via pública e, noutros casos, vivem em regime de confinamento, estão a causar no seio da sociedade Moçambicana.

Assim, o MISAU vem esclarecer a toda a sociedade Moçambicana que:

  1. O Sistema de Vigilância Sanitária em Moçambique está em alerta máxima e todos os cidadãos que viajam a Moçambique provenientes de países afectados são rigorosamente avaliados pelas autoridades sanitárias nos principais pontos de entrada, e até o momento nenhum caso de Coronavirus foi diagnosticado no país;
  2. A nível internacional tem sido prática a auto-quarentena domiciliar durante 14 dias e o uso de máscaras;
  3. Na China, por exemplo, o uso de máscaras é uma prática cultural mesmo na ausência de epidemias;
  4. Ainda na China, o Governo tem reforçado a necessidade do cumprimento rigoroso destas medidas por parte de todos os viajantes nacionais;
  5. Os cidadão chineses avistados usando máscaras e em quarentena na cidade de Maputo estão a cumprir uma das recomendações do seu país de origem, no âmbito dos esforços globais de combate ao Coronavirus; e
  6. Até o momento não há casos de Coronavírus em Moçambique.

O MISAU aproveita esta oportunidade para apelar à sociedade Moçambicana a continuar a colaborar com as autoridades sanitárias e a partilhar informação oficial emitida pelo MISAU.

Aos cidadãos que tenham estado recentemente nos países afectados e que apresentem sintomas que indiciem o Coronavirus, o MISAU recomenda que se dirijam às Unidades Sanitárias (US) para que sejam avaliados pelas equipas médicas em serviço, e que cumpram com as seguintes orientações:

➡ Usar máscara ou lenço para tapar a boca e o nariz;

➡ Todos os membros da familia e pessoas próximas deven seguir as medidas de higiene básicas, tais como:

✅ Lavar sempre as mãos com água e sabão ou cinza;

✅ Cozer bem a carne e ovos;

✅ Lavar com água e sabão os pratos, copos, chávenas e colheres;

✅ Abrir as janelas para permitir uma maior circulação do ar;

➡ Se nos 14 dias seguintes à chegada ao país tiver febre, tosse seca, secreção nasal, dor de cabeça, dor de garganta, náuseas, vómitos e outros, que se dirijam à Unidade Sanitária mais próxima.

Foto: South China Morning Post