Teve início na Terça-feira 11 de Fevereiro de 2020, em Lilongwe - Malawi, a VI Reunião_do Comité de Coordenação Regional do Projecto para o Reforço do Controlo da Tuberculose e dos  Sistemas de Saúde na  África Austral.

 Com a duração de três dias, a Reunião tem como objectivo avaliar o grau de implementação do Projecto, o impacto que o mesmo está a ter no controlo da Tuberculose (TB) na região e na melhoria dos serviços de Saúde Ocupacional, e avaliar a possibilidade de financiamento adicional para os países membros, que é feito pelo  Banco Mundial (BM).

São beneficiários dos fundos do BM, no âmbito da luta contra a TB, MoçambiqueZâmbiaMalawi e Lesotho, assim como a Comunidade de Saúde da África LesteCentral e Sul (ECSA-HC) e a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).

Da avaliação feita no primeiro dia, destaca-se o avanço registado pelos países beneficiários, onde Moçambique, por exemplo, registou progressos na notificação de casos de TB (incluindo a TB Infantil e a TB Multi-resistente), bem como no sucesso do tratamento fixado em 90 por cento.

A delegação Moçambicana presente no encontro é chefiada pelo Secretário Permanente do  Ministério da Saúde (MISAU), Zacarias Zindoga, que se faz acompanhar pelos seus homólogos do Ministério do Trabalho Emprego e Segurança Social (MITESS) e do  Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) bem como por técnicos das três instituições governamentais.

O Comité de Coordenação Regional do Projecto para o Reforço do Controlo da Tuberculose e dos Sistemas de Saúde na África Austral passou a ser liderado por Moçambique desde Terça-feira, por um período de um ano, depois de 2015, a quando do lançamento do mesmo em Maputo.

É papel do país que preside este organismo liderar o encontro regional que tem lugar uma vez ao ano, sendo secretariado pela ECSA-HC.

Antes, a presidência do Comité de Coordenação Regional do Projecto para o Reforço do Controlo da Tuberculose e dos Sistemas de Saúde na África Austral estava com o reino do Lesotho.

O encontro de Lilongue termina na Quinta-feira, 13 de Fevereiro.

 

Armindo Tiago, Ministro da Saúde, apelou nesta Segunda-feira, 10 de Fevereiro, na cidade de Pemba, às populações de todo o país a redobrarem as medidas de prevenção de doenças, especialmente as de origem hídrica tais como a malária e as diarreias.

O governante que falava durante a visita que efectuou a algumas Unidades Sanitárias da capital da província de Cabo Delgado, uma das mais assoladas pela chuva que cai um pouco por todo o país, disse que a prevenção de doenças é tarefa de todos e a observância de medidas de higiene individual e colectiva, o saneamento do meio, o uso de latrinas higiênicas, a lavagem correcta dos alimentos frescos, a eliminação de poças de água entre outras, são acções simples, mas de grande impacto na redução de doenças.

Durante a visita às Unidades Sanitárias, o Ministro da Saúde deparou-se com grande afluência de pacientes, muitos dos quais padecendo de enfermidades facilmente preveníveis.

Para fazer face às actuais enchentes, que segundo as autoridades locais do sector da Saúde são mais frequentes à Segunda e Sexta-feiras, Armindo Tiago orientou aos gestores das Unidades Sanitárias para em coordenação com a Direção Provincial de Saúde, reforçarem o pessoal nos dias já idenficados como sendo de grade pressão, para além de nesses dias, se evitar a saída de pessoal para capacitações ou outras tarefas que podem ser mellhor planificadas.

O titular da pasta da Saúde escalou as unidades sanitárias entre outras instituições do sector à margem da sua participação na Sessão Alargada do Conselho de Ministros, que início na tarde desta Segunda-feira, naquele ponto do país.

Na visita às Unidades Sanitárias, o Ministro dedicou particular atenção à forma como os pacientes são atendidos, à provisão de medicamentos, material médico cirúrgico e à motivação do pessoal da Saúde.

Armindo Tiago fez-se acompanhar durante a visita, pelo Director Nacional de Assistência Médica, Ussene Hilário Isse entre outros quadros do sector, a nível central e provincial.

O MISAU tomou conhecimento da preocupação que cidadãos que se apresentam mascarados na via pública e, noutros casos, vivem em regime de confinamento, estão a causar no seio da sociedade Moçambicana.

Assim, o MISAU vem esclarecer a toda a sociedade Moçambicana que:

  1. O Sistema de Vigilância Sanitária em Moçambique está em alerta máxima e todos os cidadãos que viajam a Moçambique provenientes de países afectados são rigorosamente avaliados pelas autoridades sanitárias nos principais pontos de entrada, e até o momento nenhum caso de Coronavirus foi diagnosticado no país;
  2. A nível internacional tem sido prática a auto-quarentena domiciliar durante 14 dias e o uso de máscaras;
  3. Na China, por exemplo, o uso de máscaras é uma prática cultural mesmo na ausência de epidemias;
  4. Ainda na China, o Governo tem reforçado a necessidade do cumprimento rigoroso destas medidas por parte de todos os viajantes nacionais;
  5. Os cidadão chineses avistados usando máscaras e em quarentena na cidade de Maputo estão a cumprir uma das recomendações do seu país de origem, no âmbito dos esforços globais de combate ao Coronavirus; e
  6. Até o momento não há casos de Coronavírus em Moçambique.

O MISAU aproveita esta oportunidade para apelar à sociedade Moçambicana a continuar a colaborar com as autoridades sanitárias e a partilhar informação oficial emitida pelo MISAU.

Aos cidadãos que tenham estado recentemente nos países afectados e que apresentem sintomas que indiciem o Coronavirus, o MISAU recomenda que se dirijam às Unidades Sanitárias (US) para que sejam avaliados pelas equipas médicas em serviço, e que cumpram com as seguintes orientações:

➡ Usar máscara ou lenço para tapar a boca e o nariz;

➡ Todos os membros da familia e pessoas próximas deven seguir as medidas de higiene básicas, tais como:

✅ Lavar sempre as mãos com água e sabão ou cinza;

✅ Cozer bem a carne e ovos;

✅ Lavar com água e sabão os pratos, copos, chávenas e colheres;

✅ Abrir as janelas para permitir uma maior circulação do ar;

➡ Se nos 14 dias seguintes à chegada ao país tiver febre, tosse seca, secreção nasal, dor de cabeça, dor de garganta, náuseas, vómitos e outros, que se dirijam à Unidade Sanitária mais próxima.

 

Foto: South China Morning Post

 

NAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL GERAL DA BEIRA

Ministro da Saúde exige observância de medidas de Higiene e Segurança no Trabalho por parte do empreiteiro

Armindo Tiago, Ministro da Saúde mostrou-se preocupado com insuficiência de equipamentos de protecção e segurança para os trabalhadores afectos às obras de construção do Hospital Geral da Beira, no Bairro de Manga-Mungassa naquela urbe.

 

Na visita que efectou na manhã deste Domingo, 26 de Janeiro de 2020, o governante deparou-se com trabalhadores afectos à empreitada que estavam em actividade sem botas, luvas, máscaras entre outros equipamentos indispensáveis numa obra daquela evergadura.

"Meus caros, estamos a construir aqui um hospital. Nós temos que ser o exemplo da observância das medidas de higiene e segurança no trabalho", começou por dizer, acrescentando depois que "não podemos permitir que nas nossas obras ou em outras, os trabalhadores estejam expostos a tanto risco".

Armindo Tiago lembrou ainda que as doenças de fórum ocupacional em muitas das vezes não se manifestam de forma imediata.

"Queremos que os trabalhadores afectos a esta obra terminem os seus trabalhos com saúde, não queremos que no futuro venham a desenvolver doenças na sequência desta exposição", realçou

Sua Excelência Armindo Tiago, Ministro da Saúde (MISAU) visitou na manhã desta Quarta-feira, 22 de Janeiro, o Armazém Central de Medicamentos localizado no Zimpeto, na  cidade de Maputo. A visita, não anunciada, visava, entre outros aspectos, avaliar a partir daquele depósito de medicamentos, o nível de prontidão e funcionamento da Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), descrito como um dos  órgãos fundamentais na espinha dorsal do Serviço Nacional de Saúde. 
 
A priorização do CMAM, nas visitas do novo ministro,  surge da necessidade de com urgência se avaliar profundamente e se modernizar a cadeia de distribuição de medicamentos no país segundo recomendou Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República, a quando da tomada de posse do novo governo. 
 
No armazém do Zimpeto, Sua Excelência Ministro informou-se sobre os sctoks disponíveis, capacidade de reposição, processo de procura e de aviamento de medicamentos para as unidades sanitárias, assim como os sistemas de controlo.
 
À Direcção da CMAM para além de outras recomendações, Sua Excelência Ministro recomendou que fossem apresentados com maior brevidade possível, estudos já efectuados sobre os sistemas modernos da Logística de Medicamentos para que o MISAU possa escolher e investir na implementação do que melhor se ajusta ao país.
 
Melhoria do sistema de segurança e montagem de sistemas automatizados de combate aos incêndios estão entre as recomendações deixadas pelo Ministro à CMAM.
 
De referir que o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto está a beneficiar de obras ampliação e modernização para duplicar a actual capacidade de 3800 paletes.