Author - Isac Naiene

Ministro da Saúde apela ao reforço do “exército” de dadores de sangue no país

Sob o lema “20 anos a celebrar a dádiva: Obrigado, dadores de sangue”, assinalou-se na Sexta-feira, 14 de Junho, o “Dia Mundial do Dador de Sangue”, numa altura em que os países africanos apenas conseguem recolher 5.2 unidades de sangue para cada 1.000 pessoas, quantidade abaixo das dez doações ou mais por 1.000 pessoas, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muito aquém das 33 unidades de sangue por 1.000 pessoas recolhidas nos países desenvolvidos.

Para além disso, apenas 18 dos 47 países atingiram a meta regional de, pelo menos, 80% de sangue disponível colhidos de dadores de sangue voluntários não remunerados. No entanto, a procura de sangue permanece constante, enquanto a oferta é muitas vezes insuficiente.

No nosso país, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos pelo Serviço Nacional de Sangue-SENASA, IP., com o aumento dos bancos de sangue ao nível das Unidades Sanitárias, o número de dadores voluntários tem vindo a decrescer, sendo que, apenas 48% dos dadores são voluntários.

E foi reconhecendo o desafio que é a pouca disponibilidade de sangue na Unidades Sanitárias, que Moçambique assinalou a data, tendo as cerimónias centrais decorrido na Cidade de Maputo, num evento dirigido pelo Ministro da Saúde Armindo Daniel Tiago, não somente prestou homenagem aos dadores de sangue aos quais considerou “pilares invisíveis do sistema de saúde”, como também, falou da importância do acto de dar sangue. “A transfusão de sangue tem um papel essencial no salvamento de vidas humanas em todas as áreas dos cuidados de saúde, nomeadamente os cuidados prestados à mãe e criança, em particular nos casos de hemorragia durante ou pós-parto, anemias graves, vítimas de traumatismos e acidentes, e no caso de catástrofes naturais e outras provocadas pelo Homem. A transfusão serve igualmente procedimentos clínicos e cirúrgicos”, referiu Tiago, ao dirigir-se aos presentes.

Um aspecto importante destacado pelo governante foi a necessidade de se olhar para disponibilização de sangue seguro como parte integrante dos esforços nacionais para diminuir a morbidade e mortalidade da população moçambicana e melhorar a sua qualidade de vida.

“O país deve estar preparado para cobrir a demanda de sangue em quantidade e qualidade. Somente através das doações do chamado “líquido vital” será possível garantir o acesso a sangue e produtos sanguíneos seguros e de qualidade, em qualquer situação, nas nossas unidades sanitárias”, disse.

Para além dos Bancos de Sangue instalados em 172 Unidades Sanitarias, em Moçambique, a colheita de sangue tem sido feita em locais de culto, instituições de ensino superior, feiras de saúde, entre outros.

O Governo, através do Ministério da Saúde (MISAU) tem estado a alocar profissionais altamente treinados e equipamentos com tecnologia de ponta aos Bancos de Sangue e Centros de Doação, com o objectivo de garantir que a experiência do dador seja positiva e confortável.

O evento comemorativo do Dia Mundial do Dador de Sangue foi marcado pela homenagem aos dadores voluntários regulares, instituições que apoiam e promovem a doação de sangue entre as quais, a Igreja Universal, Ministério da Defesa Nacional, entre outras.

O evento contou com a participação de funcionários da SENASA, quadros do MISAU, membros da Associação de Dadores de Sangue de Moçambique, parceiros de cooperação, entre outros convidados.

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Moçambique deve estabelecer e manter uma visão estratégica de saúde de longo prazo

É um posicionamento defendido pelo Ministro da Saúde, Armindo Daniel Tiago, hoje, 14 de Junho, em Maputo, na I Reunião Bianual do Sector da Saúde do ano 2024, fórum multissectorial de diálogo com os Parceiros de Cooperação que tinha como objectivo, entre outros, apreciar as prioridades do Ministério da Saúde (MISAU) para o ano fiscal 2025, assim como renovar os compromissos entre as duas partes (MISAU e Parceiros).

É que na visão de Armindo Tiago, pelo facto de a reunião acontecer numa altura em que faltam poucos meses para o término do ciclo de governação no país, da implementação do Programa Quinquenal do Governo e, igualmente, numa altura em que o MISAU está prestes a finalizar o novo Plano Estratégico do Sector de Saúde, que, para além de trazer uma abordagem baseada na teoria da mudança, tem como um dos diferenciais a extensão dos anos de sua vigência. “Estes factos remetem-nos à necessidade de estabelecer e manter uma visão estratégica de longo prazo. Por um lado, para consolidar e manter todos os ganhos alcançados ao longo do quinquénio, e por outro, para que as nossas intervenções, com acções concretas de impacto, baseadas em evidências, atendam às necessidades de saúde actuais e futuras dos moçambicanos”, explicou.

E no quinquénio prestes a findar, com o apoio dos parceiros, tem sido de grandes realizações para o Sector, alcançadas em meio a desafios estruturantes como os desastres naturais decorrentes da intensificação dos eventos climáticos extremos, a instabilidade no norte de País, particularmente na província de Cabo Delgado e o subfinanciamento, factores que não podem ser colocados à margem do processo de definição das prioridades e das respectivas intervenções por cada um dos actores de saúde, na óptica do governante.

Entre as realizações elencadas por Tiago, conta-se a certificação de Moçambique, pela OMS, como livre da poliomielite; construção e reabilitação de diversas unidades sanitárias ao longo do país; redução das taxas de mortalidade materna, neonatal, infantil e infanto-juvenil; redução da taxa de desnutrição crónica em crianças menores de 5 anos; redução da prevalência da malária em crianças menores de 5 anos; aumento da cobertura de partos institucionais. “Esta é uma demonstração inequívoca de que, mais do que palavras, o engajamento de todos, incluindo os profissionais de saúde afectos em todas unidades sanitárias do país, através de acções concretas, produz resultados tangíveis dignos de apreço e reverência”.

Armindo Tiago espera inovaçoes do EUA-novo Parceiro de Prieiro Contacto

A I Reunião Bianual do Sector da Saúde do ano 2024 decorreu numa altura em que foram registadas mudanças na liderança do Grupo dos Parceiros de Saúde outrora assumida pelo Canadá.

O Ministro da Saúde enalteceu o papel do país, representado pela respectiva embaixadora, Sara Nicholls, destacando o facto de durante a sua vigência, ter sido notável o funcionamento pleno, a todos níveis, da Estrutura de Diálogo no âmbito da parceira entre o MISAU e os Parceiros de Cooperação.

Os Estados Unidos da América passaram a ser o Parceiro de Primeiro Contacto, e Armindo Tiago disse esperar do mesmo, inovações e a parceria a ganhar novo ímpeto, tendo reafirmado abertura do país em continuar a trabalhar em estreita coordenação. “A redução da fragmentação do financiamento ao sector e melhoria da eficiência na alocação e utilização dos recursos são pressupostos importantes para sustentar e ampliar os ganhos alcançados, pelo que a criação de um mecanismo comum de financiamento afigura-se um objectivo imprescindível neste modelo de parceria”, vincou.

Durante o evento que contou com a participação de todo o grupo de países doadores do Sector da Saúde, representante da Organização Mundial da Saúde, Membros do Consultivo do Ministro da Saúde, representantes de diferentes Instituições do Estado e do Sector Privado, foram igualmente partilhados os resultados do Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-2023.

Trata-se de um documento que permite conhecer o estado de saúde da população, assim como as suas características sócio-demográficas; monitorar as tendências dos cuidados e estado de saúde da população; identificar as disparidades sanitárias entre as províncias e os subgrupos populacionais e; avaliar o impacto das políticas e programas na população. O mesmo tem por finalidade apoiar o Sector no desenho de acções visando a melhoria na prestação de serviços de saúde, condição essencial para o bem-estar da população moçambicana.

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Cesaltina Lorenzoni distinguida com o Prémio “Líder Global em Saúde na área do Cancro”

A médica patologista moçambicana Cesaltina Lorenzoni foi distinguida no dia 8 de Junho corrente, com o Prémio “Global Health Leader Award” - Líder Global em Saúde na área do Cancro.

O facto aconteceu durante a Global Health Catalystic Summit (Cimeira Catalisadora da Saúde Global), que teve lugar na Universidade Johns Hopkins (JHU), em Washigton DC, nos Estados Unidos da América.

A Comissão Organizadora da cimeira, encabeçada pelo Prof. Doutor Wil Ngwa, afecto às Universidades de Harvard e Johns Hopkins, e Presidente da Comissão da Lancet - Oncologia para a África Subsahariana, justificou a atribuição do prémio à Profª. Doutora Cesaltina Lorenzoni pela excelência da sua contribuição para a ciência a nível mundial no desenho e implementação de pesquisas e ensaios clínicos, bem como na introdução de novas tecnologias e modelos para o rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro, influenciando cientistas em África, América e resto do mundo.

Ngwa destacou igualmente a dedicação e contributo de Lorenzoni para catalisar colaborações, buscar parceiros, no desenho de programas de inteligência artificial e tecnologias que melhoram o acesso, à prestação de cuidados em cancro com foco em países de baixa renda.

Intervindo na ocasião, a distinguida agradeceu à organização pela distinção, tendo reiterado o seu compromisso não apenas na melhoria da qualidade de vida dos doentes de cancro, em Moçambique e no mundo, mas também, na busca de soluções para o tratamento da doença.

A Cimeira Catalisadora da Saúde Global é uma iniciativa da Universidade de Harvard e parceiros, que junta cientistas de vários países do mundo, tendo sido desenhada como entidade para catalisar a colaboração internacional, a fim de eliminar as disparidades na saúde global, com foco para o cancro e doenças relacionadas.

Membro da Comissão da Lancet-Africa Subsahariana, Cesaltina Lorenzoni é Chefe do Programa Nacional do Controlo de Cancro, Directora Científica e Pedagógica do Hospital Central de Maputo e, Presidente eleita da Organização Africana de Treino e Pesquisa em Cancro.

Em Setembro de 2023, lembre-se, Lorenzoni foi distinguida pela Sociedade Internacional de Ginecologia Oncológica (IGCS), nos Estados Unidos da América, durante a Conferência Anual da Sociedade Internacional de Ginecologia Oncológica (colectivo internacional de ginecologistas especializados no cancro), na categoria de Avanço nas Comunidades em Locais de Recursos Limitados. Tal feito ficou a se dever ao seu trabalho, determinação e esforço na promoção da prevenção; pesquisa com inovações e tratamento do cancro do colo do útero em Moçambique e na diáspora e; contributo na Formação de Pós -graduados em Ginecologia Oncológica e estabelecimento do Curriculum de Formação nesta especialidade.

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Ministro da Saúde destaca papel da Médicos Sem Fronteiras no alívio do sofrimento humano em Moçambique

O Ministro da Saúde, Armindo Daniel Tiago, participou na tarde desta Quinta-feira, 6 de Junho, em Maputo, nas comemorações dos 40 anos da presença da Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Moçambique.

Intervindo por ocasião do evento que marca as quatro décadas de colaboração entre o governo de Moçambique e a MSF, Armindo Tiago disse que a actuação e o compromisso da organização para com a população, especialmente com os mais vulneráveis, é uma manifestação concreta do espírito humanitário que guia a MSF.

“Desde a sua chegada ao nosso país, a organização tem sido um pilar de apoio em momentos críticos. As suas equipas incansáveis têm estado na linha da frente em crises de saúde pública, epidemias, desastres naturais e conflitos”, reconheceu Tiago.

Desde a chegada da Médicos Sem Fronteiras, facto que aconteceu em plena guerra dos 16 anos, tem sido um parceiro de grande valia para o sector da saúde, quer seja com a sua expertise médica, quanto seja através da sua abordagem de solidariedade e respeito, o que contribui para o fortalecimento da resposta colectiva às calamidades naturais como a seca e cheias, eventos climáticos extremos tais foram os casos dos ciclones Idai, Fred e Felipo, associados à situação de terrorismo em Cabo Delgado, a epidemia de HIV/SIDA, a malária, a cólera, a poliomielite e, mais recentemente, a pandemia de COVID-19.

Prosseguindo, o governante destacou alguns dos contributos mais significativos da MSF em Moçambique entre os quais, a Resposta às Epidemias, oferta de Cuidados de Saúde Primários, Formação e Capacitação de profissionais de saúde moçambicanos e, Advocacia dos direitos dos pacientes e Pesquisas que informam e melhoram as práticas de saúde pública.

O Ministro da Saúde falou igualmente dos sacrifícios feitos pelos membros da MSF, a sua dedicação, frequentemente em condições adversas, sublinhando ser um testemunho do seu compromisso inabalável com a humanidade.

“Reconhecemos e agradecemos a cada profissional, voluntário e parceiro que fez e continua a fazer parte desta missão nobre. Ao olharmos para o futuro, reafirmamos o nosso compromisso com esta parceria vital. Juntos, continuaremos a enfrentar novos desafios de saúde com a mesma determinação e espírito de colaboração que nos trouxe até aqui”, disse.

Armindo Tiago terminou a sua intervenção expressando, em nome do Governo de Moçambique e do povo moçambicano profunda gratidão à organização, augurando que os próximos anos sejam repletos de mais conquistas e avanços na saúde, sempre guiados pelos valores de humanidade, imparcialidade e respeito pela dignidade humana.

O evento que assinalou as comemorações dos 40 anos de presença da MSF em Moçambique contou com a participação do presidente da organização, Christos Christou, seus colaboradores, quadros do Ministério da Saúde, representantes dos parceiros de cooperação, sociedade civil entre outros convidados.

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Barreiras de Género no acesso a serviços de saúde continuam a ser um desafio para o MISAU

A integração do Género na oferta de serviços de saúde continua um desafio para o Ministério da Saúde (MISAU). Esta foi a constatação a que se chegou num encontro realizado pela Unidade de Género esta Quinta-feira, 30 de Maio, em Maputo, com o objectivo de Divulgar os Indicadores de Género ligados ao Sector da Saúde.

Falando na abertura do evento, a Directora de Planificação e Cooperação no MISAU, Sãozinha Agostinho, disse que a instituição reconhecia os desafios para a integração do Género na oferta de serviços a todos níveis.

Por essa razão, sublinhou a Directora de Planificação e Cooperação, que foi feita uma proposta que visa melhorar o quadro de indicadores, num processo que envolveu várias entidades.

Agostinho acrescentou que os indicadores harmonizados permitirão monitorar através de evidências, a actuação do sector na promoção da igualdade de género e respeito pelos direitos humanos, o que fará com que o cidadão possa gozar dos seus plenos direitos aos cuidados de saúde sem discriminação, independentemente do sexo, orientação sexual, faixa etária.

Participaram no encontro quadros do Ministério da Saúde do nível central e provincial, instituições do Governo, Parceiros de Cooperação, Organizações Não-Governamentais e Sociedade Civil, tendo na ocasião debatido as melhores estratégias que contribuirão para o fortalecimento e integração de género nos cuidados de saúde.

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OMS reconhece Moçambique por estar livre de poliovírus selvagem do tipo 1

O reconhecimento ao país por estar livre do surto de poliovírus selvagem do tipo 1 (PVS1), teve lugar em Genebra, Suíça, num evento organizado pela Fundação Bill & Melinda Gates, no quadro da 77ª Sessão da Assembleia Mundial de Saúde.

Segundo foi referido no evento que esteve subordinado ao tema “Eliminando surtos através da Prevenção, Detecção e Coordenação”, no qual o Ministro da Saúde Armindo Daniel Tiago participou como orador, ditaram o sucesso no combate àquela estirpe do vírus da pólio, a eficácia da comunicação com as comunidades no decurso das nove rondas de vacinação, nas regiões Centro e Norte, e quatro rondas nas províncias do Sul, que apresentavam menor risco, sendo que no total foram administradas cerca de 90 milhões de doses.

O Ministro da Saúde, que agradeceu o reconhecimento feito a Moçambique, referiu ser importante manter os ganhos e, para o efeito, considerou ser necessário que os países e os doadores trabalhem juntos no fortalecimento do sistema de vigilância. Tiago alargou a partilha da experiência do país na eliminação da pólio, tendo dado a conhecer o contexto desafiante em que este feito se materializou, caracterizado por terrorismo, mudanças climáticas, que deslocam, matam pessoas e destroem infraestruturas sanitárias, bem como surgimento de sutos, como o da cólera.

Para além de Moçambique, também foi reconhecido o Malawi país com o qual se partilha a fronteira e foram coordenadas acções de resposta ao surto de PVS1.

Refira-se que o anúncio de que o país estava livre da poliovírus selvagem, que causa paralisia infantil, já tinha sido feito na 15.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada a 14 de Maio.

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Moçambique apresenta a sua experiência no combate à Malária em Genebra

Sua Excelência Prof. Doutor Armindo Tiago, Ministro da Saúde, participou no Domingo, 26 de Maio, em Genebra, na qualidade de orador, no painel principal da Reunião Ministerial para a Aceleração da Implementação da Declaração de Yaoundé para a Eliminação da Malária, organizada pela União Africana (UA).

No evento que decorreu na Suíça, à margem da 77ª Sessão da Assembleia Mundial da Saúde, Armindo Tiago destacou o engajamento, ao mais alto nível, de Sua Excelência Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, nas acções de controlo da malária através da iniciativa “Zero malária, Começa comigo”, bem como o estabelecimento do “Fundo da Malária”, uma parceria público-privada-comunidade que visa a mobilização de recursos domésticos para o combate a esta doença.

Integrado num painel que contou igualmente com os ministros da saúde de Cabo Verde, Malawi e Zâmbia, o governante se referiu aos ganhos obtidos no combate à malária, tendo reconhecendo, contudo, que o país ainda regista um número bastante elevado de casos de malária.

A título de exemplo, apontou que em 2023, Moçambique registou cerca de 12 milhões de casos, acrescentando que "o aumento de casos de malária está associado às mudanças climáticas e ao acesso ao diagnóstico".

Tiago realçou que apesar do número elevado de casos, o país tem registado uma redução contínua do número de mortes hospitalares por malária. "Esta redução resulta da melhoria no acesso aos serviços de saúde e no manejo de casos de casos ao longo dos anos", explicou, revelando, de seguida, que novas medidas de controlo estão a ser introduzidas no Programa Nacional da Malária, do Ministério da Saúde, entre elas, o uso de um novo tipo de redes mosquiteiras e a quimioprofilaxia da malária, esta última em implementação nas zonas afectadas pelas acções terroristas em Cabo Delgado, avançando que se em algumas regiões os resultados têm sido promissores, noutras, as intervenções têm sido comprometidas em virtude dos eventos climáticos adversos.

Ministros avaliam impacto da E8a

Agenda carregada para o ministro e delegação! Findo o painel principal da Reunião Ministerial para a Aceleração da Implementação da Declaração de Yaoundé para a Eliminação da Malária, organizada pela UA, o Ministro da Saúde participou numa reunião dos ministros de saúde ou seus representantes, da Iniciativa Eliminação (também conhecida por E8).

Neste encontro, foram discutidos os resultados e a sustentabilidade da iniciativa que nos últimos anos tem sido apoiada pelo Fundo Global.

Depois, Tiago reuniu com o seu homólogo de Cuba, tendo as partes passado em revista a cooperação entre os dois países na área de saúde. Os governantes expressaram a vontade mútua de reforçar a cooperação entre os respectivos países e, especificamente, discutiram: o apoio na formação de médicos moçambicanos em várias especialidades naquele país latino, o envio de equipas médicas cubanas a Moçambique e o apoio do país de Fidel Castro no controlo da malária na "pérola do Índico".

No final do dia o Ministro da Saúde e a delegação que o acompanha participaram no lançamento do caso de investimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa mobilizar recursos para o financiamento do Décimo e Quarto Programa Geral de Trabalho da OMS 2025-2028, orçado em mais de 11 biliões de dólares americanos.

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Em curso 10ª ronda de vacinação contra a pólio

Moçambique está desde o ano 2022, a realizar campanhas de vacinação contra a pólio, em resposta a três surtos diferentes da doença, nomeadamente o PSV1 (8 casos), cVDPV1 (27) e cVDPV2 (6).

Entretanto, ainda que em resultado a esforços colectivos (Governo através do Ministério da Saúde e parceiros), o país tenha recentemente sido declarado livre da circulação do PSV1, continua a preocupação em relação a outras duas estirpes, a cVDPV1 e cVDPV2.

É nesse quadro que hoje, 28 de Maio, arrancou mais uma ronda de vacinação, com o objectivo de bloquear a circulação do cVDVP1.

Trata-se da 10ª Ronda de Vacinação contra a Pólio que prevê alcançar todas as crianças e adolescentes menores de 15 anos, de 45 distritos do país (todos distritos da província da Zambézia), 9 distritos da província de Tete, 8 da província de Cabo Delgado e 6 do Niassa, que ainda representam risco de circulação do cVDVP1.

A vacinação está a ser realizada nas escolas, de casa em casa e nos centros de saúde e, para o efeito, foram mobilizadas pouco mais de 9 mil equipas, correspondendo a perto de 34 mil pessoas, entre eles, vacinadores, mobilizadores, registadores, supervisores, coordenadores, digitadores de dados, logísticos, monitores independentes, parceiros, motoristas, entre outros.

O processo vai custar cerca de 3.7 milhões de dólares americanos, entre fundos do Governo de Moçambique e de Parceiros de Cooperação, maioritariamente alocados ao nível distrital e provincial.

O evento de lançamento aconteceu no Distrito de Mueda, na Província de Cabo Delgado e contou com a participação do Director Nacional de Saúde Pública no Ministério da Saúde (MISAU), Dr. Quinhas Fernandes, o representante da Organização Mundial da Saúde, em Moçambique (OMS), Dr. Severin von Xylander. A vacina é gratuita, oral (duas gotas) e não causa efeitos colaterais.

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Cobertura de necessidades de meios circulantes e equipamento para o sector da saúde é uma prioridade do Governo

Moçambique tem estado a ser assolado, de forma cíclica, por diversas calamidades, dentre as quais, as naturais (ciclones, tempestades tropicais e cheias); insegurança (ataques terroristas na Província de Cabo Delgado); e mais recentemente pela pandemia da Covid-19 e; surtos de cólera, conjuntivite entre outras.

Estes factores têm estado a exigir uma adaptação das intervenções do Ministério da Saúde, como forma de garantir cuidados assistenciais às populações muitas vezes deslocada das suas zonas de origem, aumentando a demanda por serviços de saúde em locais antes não previstos, o que acaba reduzindo a capacidade de intervenção do sector nas zonas afectadas, quando se verifica insegurança e destruição de infraestruturas.

É nesse âmbito que, para garantir melhor assistência médica e em tempo útil, assim como a necessária cobertura para todo o sistema de referência e contra-referência de pacientes, o MISAU alocou esta Sexta-feira, 17 de Maio, sessenta ambulâncias às onze direcções provinciais de saúde (DPS) do país, num evento dirigido pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago, e que teve lugar no Centro de Abastecimento de Mavalane, na Cidade de Maputo.

Os meios circulantes que foram adquiridos através do Fundo Global, fazem parte de um lote de 300 ambulâncias que o Governo de Moçambique alocou ao MISAU nos últimos 5 anos. “Esta é uma iniciativa inserida no plano do Ministério da Saúde e do Governo da República de Moçambique, para reforçar o sistema de saúde e reduzir a mortalidade hospitalar”, referiu Armindo Tiago numa breve intervenção perante quadros de topo ao nível do órgão central, responsáveis máximos das DPS beneficiarias, convidados e comunicação social presentes no acto.

Tiago que recomendou a preservação das viaturas, através não somente de revisões periódicas, mas também de um bom uso e para os efeitos a que se destinam, assegurou que o Governo Moçambicano através do Ministério da Saúde continuará a trabalhar com os seus parceiros no sentido de garantir a cobertura das necessidades sectoriais em termos de meios de transporte e equipamentos diversos, para uma cada vez robustez do Serviço Nacional de Saúde.

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Ministro da Saúde felicita enfermeiros pelo seu dia internacional em visita ao Hospital Provincial da Matola

Sua Excelência Prof. Doutor Armindo Daniel Tiago, Ministro da Saúde, realizou hoje, 12 de Maio, uma "visita-surpresa" ao Hospital Provincial da Matola (HPM), para uma saudação especial aos enfermeiros, por ocasião do seu Dia Internacional, que se assinala neste Domingo. Na ocasião, o Ministro da Saúde felicitou os enfermeiros e os exortou a continuarem a trabalhar com zelo e empatia.

Durante a sua estadia na maior unidade sanitária ao nível da Província de Maputo, o governante escalou o Banco de Socorros, saudou os pacientes e os profissionais afectos a aquele sector, tendo afirmado estar muito satisfeito com o trabalho que está a ser desenvolvido pelos profissionais de saúde no HPM.

A visita de Armindo Tiago, coincidiu com uma acção similar de crentes da Igreja Universal que no local, foram acarinhar os profissionais de enfermagem em serviço, pelo seu dia internacional.

O Serviço Nacional de Saúde conta actualmente com 1.765 unidades sanitárias e 19.441 enfermeiros, dos quais 11.193 enfermeiros gerais e 8.248 enfermeiros de Saúde Materna Infantil, perfazendo um rácio de 3,5/10000 habitantes e 6,3/10000 habitantes respetivamente.

Este, ainda se encontra abaixo do rácio recomendado, daí que, reconhecendo a necessidade de aumentar os números de profissionais na área de enfermagem em Moçambique, o governo, em coordenação com o sector privado, identificou a imperiosidade de expandir o número de instituições que formam na área de saúde, com destaque para a área de enfermagem.

Actividades de homenagem aos enfermeiros tiveram lugar a nível central e um pouco por todas as unidades sanitárias do país.

O Dia Internacional do Enfermeiro hoje assinalado tem como lema "Os nossos enfermeiros, nosso futuro".

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