Imprimir

Donativos diversos, constituídos por Equipamentos de Protecção Individual (EPI’s), materiais médicos/clínicos entre outros, foram entregues ao Ministério da Saúde (MISAU), esta quarta-feira, 02 de Junho de 2021, pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Trata-se, no que diz respeito aos EPI’s, de 4.700 Batas descartáveis, 10 mil Máscaras Cirúrgicas, 20 mil Luvas de examinação, 5.440 Óculos de Protecção e 12 mil Sacos para lixo de risco biológico.

Entre os materiais médicos/clínicos, contam-se 20 Ventiladores de UTI para uso adulto e pediátrico com os seus respectivos acessórios e consumíveis, 32 Aparelhos BIPAP (que funcionam como um respiradores mecânicos no tratamento de doenças pulmonares), 6 mil Máscaras de Oxigénio com reservatório adulto, 1.400 Máscaras de Oxigénio com reservatório pediátricas, 12 Cânulas Nasais de alto Fluxo; 25 mil Kits de extracção Qiagene, 9.884 High Throughput PCR (Ensaio qualitativo Roche cobas SARS-CoV-2 incluindo kits de extracção e testes PCR), 28 mil Kit’s de reacção RT-PCR (kit RT-PCR fluorescente em tempo real BGI), incluindo kits de colheita de amostras, consumíveis, kits de extração e Testes PCR, 40 mil Zaragatoas e Meio de Transporte Viral.

Falando a propósito da recepção do donativo conjunto, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, enalteceu a acção do BAD e da OMS, considerando que os meios doados contribuirão para uma melhor preparação e resposta aos eventuais efeitos de uma terceira vaga da Covid-19.

 

Na cerimónia que assinalou a recepção dos EPI’s e materiais médicos/clínicos por parte do MISAU, o responsável máximo do sector da Saúde no país garantiu que os donativos serão usados de forma racional e transparente, tendo exortado a Central de Medicamentos (CMAM), representada no evento pelo seu Director, António Assane e pela Chefe do Departamento de Distribuição, Kamila Magaia, a apresentar um plano pragmático de distribuição do donativo às províncias, em antecipação à iminente terceira vaga.

Armindo Tiago falou também da vacinação, lembrando que o país já iniciou com o processo, que visa imunizar a população para desse modo prevenir formas graves da doença.

O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Pietro Toigo disse que a sua instituição sentiu-se na obrigação de disponibilizar recursos adicionais e o apoio ao nosso país na resposta à pandemia, pelo facto de a economia Moçambicana ser ciclicamente exposta aos desastres naturais "Esta parceria com a OMS irá complementar os esforços do BAD e do Governo, que foram direccionados ao sector privado e ao orçamento nacional", referiu.

Intervindo na ocasião, Joaquim Saweka, representante interino da Organização Mundial da Saúde em Mocambique, destacou que a oferta conjunta (BAD e OMS) a Moçambique, por intermédio do MISAU "é a expressão do compromisso da organização de assegurar que o Governo reforce a sua capacidade de modo a permitir o acesso da população aos serviços de resposta à Covid-19 e não só".

Esta operação foi possível graças à disponibilização pelo BAD, através da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), de uma doação de 1.6 milhões de dólares americanos para apoiar o MISAU na resposta à pandemia de Covid-19.

MISAU-DCI