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Moçambique é um dos países com baixo nível de recuperação de doentes infectados pelo novo coronavírus em África e no mundo, contabilizando uma taxa de 35 por cento do total dos 1.808 casos já notificados desde o início da pandemia.

Trata-se de um nível bastante baixo se comparado com o continente africano e o mundo, que tem taxas de recuperação de 61 e 63 por cento respectivamente.

O facto, segundo explicou esta tarde, 30.07, o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde, Eduardo Samo Gudo, se deve aos critérios usados para a declaração dos doentes desta pandemia como recuperados ou curados.

De acordo com o responsável, que falava durante a conferência de imprensa de actualização de dados da Covid-19, enquanto Moçambique continua a usar o critério de dupla testagem a um paciente infectado pelo novo coronavírus para o declarar livre do vírus, a OMS e muitos países baseiam-se apenas no desaparecimento dos sintomas da enfermidade.

 

“Moçambique ainda usa o critério de recuperação baseado em dois testes depois de 14 dias da declaração de um indivíduo como doente da Covid-19, outros países e a OMS já não usam este critério, baseando se apenas na cura dos sintomas”, referiu o responsável, explicando que neste momento o país está a trabalhar na adequação deste novos critérios, que definem que dez dias depois da cura dos sintomas, mesmo sem ser submetido ao novo exame, o indivíduo pode ser declarado curado.

Entretanto, dados apresentados hoje indicam que o país notificou mais 60 infectados pelo novo coronavírus, elevando o cumulativo para 1.808 pacientes no país, dos quais 1.635 são de transmissão local e 173 importados.

Segundo a directora nacional de saúde pública no MISAU, Rosa Marlene, do total dos novos casos, 54 são cidadãos nacionais e seis estrangeiros, sendo quatro malawianos e dois indianos.

Estes casos saem de um grupo de 949 amostras testadas nas últimas 24 horas nos laboratórios nacionais do sector público, maior parte provenientes da vigilância activa e rastreio de contactos de casos positivos.

Em termos de localização, três estão em Cabo Delgado, 19 em Nampula, três na Zambézia, seis em Sofala, um em Gaza. A província de Maputo tem 19 e a cidade do mesmo nome tem nove.

Em relação aos recuperados, Rosa Marlene referiu que foram registados mais 22, elevando o cumulativo para 616 em todo o país.

Os doentes internados, reduziram de nove para oito, com a concessão de alta ao que se encontrava a receber cuidados hospitalares na província de Inhambane.

Desta feita, o país conta actualmente com 1.808 casos notificados, dos 616 estão recuperados, 11 óbitos devido a doença e outros dois por outras causas.