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Saúde Mental

OBJECTIVO GERAL

  • A diminuição da morbilidade causada por doenças mentais, neurológicas e distúrbios psicossociais.

OBJECTIVOS OPERACIONAIS

  • Instruir e melhorar as acções de saúde mental a todos os níveis de prestação de cuidados;
  • Promover o despiste e o tratamento precoce das perturbações mentais, neurológicas e psicossociais para evitar danos dificilmente reabilitáveis e prevenir a cronicidade, através da integração dos cuidados de saúde mental nos cuidados de saúde primário;
  • Proporcionar medidas que possibilitem a reabilitação, permitindo que a incapacidade gerada pela doença seja minimizada, e que a reinserção do indivíduo na família e sociedade seja facilitada;
  • Instruir, educar e capacitar os profissionais de saúde a todos os níveis de prestação de cuidados assim como os que ainda estão em formação de forma a permitir uma melhoria na prestação de cuidados no âmbito da saúde mental;

Em todas as actividades desenvolvidas ênfase é dada à melhoria da qualidade de vida do indivíduo.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DO PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL

  1. Analisar, discutir e propor políticas, Estratégias e Objectivos Gerais na área de Saúde Mental, incluindo na área de apoio ao desenvolvimento do Adolescente e Jovem. Políticas e estratégias que promovam a descentralização e integração dos cuidados de Saúde Mental nos cuidados de saúde em geral e nos cuidados de saúde primários
  2. Promover, discutir, propor e adequar uma legislação em saúde mental face à realidade sócio-cultural, garantindo e assegurando os direitos humanos, laborais e cívicos do doente mental
  3. Planificar e controlar o cumprimento das políticas e objectivos definidos para a área
  4. Definir e elaborar anualmente o Plano de Acção da secção (incluindo planos/cronogramas de actividades trimestrais e semestrais)
  5. Elaborar relatórios anuais, semestrais e trimestrais sobre o cumprimento do programa e plano de acção submetendo o mesmo à repartição, para respectiva apreciação, análise e aprovação
  6. Orientar e supervisar os programas, actividades e capacidade de desempenho do pessoal afecto tanto à secção de saúde mental como ao programa a nível nacional, permitindo desta forma uma melhoria na prestação de cuidados no âmbito da saúde mental
  7. Elaborar normas, fichas e guiões de gestão, supervisão, monitorização e avaliação, para cada nível de implementação do programa e das actividades de saúde mental
  8. Elaborar e ou apoiar a elaboração de manuais, e outro tipo de material, para apoio à formação contínua e actualização técnica do pessoal ligado à área de saúde mental, saúde escolar e materno-infantil, assim como do pessoal do comité intersectorial para o apoio ao desenvolvimento do adolescente e jovem, e ainda de pessoal de outros sectores e instituições julgadas importantes pelo comité na implementação de actividades e na promoção da saúde do adolescente e do jovem
  9. Planificar, executar e ou apoiar a execução de planos de formação do pessoal ligado a programas que necessitem de conhecimentos específicos na área
  10. Supervisar, monitorar e avaliar a nível nacional, a qualidade e o nível de gestão e implementação do programa e das actividades definidas, assim como a qualidade de prestação de serviços de saúde mental
  11. Definir, executar, promover e ou participar em inquéritos, estudos, pesquisas e outras actividades científicas com o objectivo de analisar e identificar os principais problemas e necessidades de saúde da comunidade nesta área, com a finalidade de rever e apoiar a definição de objectivos, e melhorar a capacidade de resposta do sector
  12. Coordenar e colaborar com outras estruturas, sectores e programas, dentro e fora do MISAU, no sentido de garantir a integração e complementaridade do Programa e/ou actividades de saúde mental, com a finalidade de aumentar o impacto na melhoria da saúde da população nesta área

ÁREAS DE ACÇÃO

  • Abuso de Substâncias Psicoactivas (álcool e outras drogas)
  • Tabaco
  • Vigilâncias Epidemiológicas (álcool, tabaco, epilepsia, esquizofrenia)
  • Pesquizas operacionais (álcool, tabaco, epilepsia, esquizofrenia)
  • Produção e Harmonização de materiais de IEC, Manuais de formação
  • Supervisões
  • Desenvolvimento de estratégias, planos, normas no âmbito das doenças neuro-psiquiátricas, álcool, tabaco, drogas

PESSOAL NA SECÇÃO

  • Dra. Lídia Gouveia – Médica Psiquiátrica – Chefe de Secção
  • Dra. Eugénia Teodoro – Psicólogo Clínica
  • Dr. Joaquim Matavel – Psicólogo/Pedagogo
  • Sr. Paulo Andrassone – Técnico de Psiquiatria
  • Sra. Irene Uele – Assistente Administrativa

RECURSOS HUMANOS – NACIONAL

Setembro de 2005

 

Maputo/ cidade

Gaza

Inham

Sofala

Manica

Tete

Zambéz

Nampula

C.Delgado

Niassa

Psiquiatras

6 (3**)

0

0

1(**)

0

0

0

2(**)

0

0

Psicólogos

8

1

0

1

1

0

1

1

0

0

Téc.psiquit.

7 ( 2*)

2

2

4

2

2

2

3

1

2

Total de Quadros SM por província

21

3

2

6

3

2

3

6

1

2

(*) Maputo Província; (**) Quadros Estrangeiros;

Nº de Unidades Sanitárias com serviço de Saúde Mental

 

1990

1996

2006

Maputo cidade

3

5

5

Maputo Província

 

2

5

Gaza

 

2

3

Inhambane

 

1

3

Sofala

1

3

4

Manica

1

1

3

Tete

 

1

3

Zambézia

 

1

2

Nampula

1

4

5

Niassa

 

2

4

Cabo Delgado

 

2

3

TOTAL

6

24

40

CONSULTE AS OUTRAS PAGINAS DA Saúde Mental

CEPAEP – CENTRO DE PSICOLOGIA APLICADA E EXAMES PSICOTÉCNICOS

Historial

O Centro de Exames Psicotécnicos e Orientação Profissional (CEPOP), instituição estatal, dependente da Direcção Nacional de Saúde - MISAU foi a principal unidade técnica a desenvolver actividades de selecção, de avaliação psicológica e psicodiagnóstico em Moçambique. O Centro nasceu em 1980 da fusão do Centro de Orientação Profissional (COP) do Ministério do Trabalho com o Gabinete de Orientação Psicopedagógica da Universidade Eduardo Mondlane e do Centro Psicotécnico dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). O Centro de Exames Psicotécnicos e de Orientação Profissional tinha como finalidade a aplicação da Psicologia em diversos campos de actividades, nomeadamente, a selecção e a orientação profissional, a reabilitação de pessoas portadoras de deficiência e, a educação em geral. Em Junho de 2006 Sua Excelência o Ministro da Saúde decidiu integrar o Centro de Exames Psicotécnicos e de Orientação Profissional no Departamento de Saúde Mental, na Direcção Nacional para a Promoção da Saúde e Controlo das Doenças do MISAU, através do Despacho n0 02/GM/2006. O Centro de Exames Psicotécnicos e Orientação Profissional sofreu uma restruturação em 2007 e passou a chamar-se Centro de Psicologia Aplicada e Exames Psicotécnicos (CEPAEP). O Centro de Psicologia Aplicada e Exames Psicotécnicos entrou em funcionamento em Maio de 2007. Actualmente, o centro esta vocacionado à aplicação da Psicologia e Saúde Mental em diversos campos (clínica, educacional, necessidades educativas especiais, social, organizacional e do trabalho). Deste modo, apresenta uma variedade de respostas face a diferentes pedidos, direccionados ao panorama do desenvolvimento do Homem, como ser que sente, pensa e age. Conta com a colaboração de uma equipa multidisciplinar, com vasta experiência no campo da psicologia aplicada, formada nas mais prestigiadas universidades dentro e fora do país e, dá respostas concretas, adequadas e adaptativas face à realidade na qual nos encontramos inseridos.

RELATORIOS

10 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DE SAÚDE MENTAL “Tornar a Saúde mental uma prioridade Global: Melhorando os Serviços através da Cidadania, Advocacia e Acção” As perturbações mentais são altamente prevalentes e causam uma carga considerável em indivíduos, famílias e sociedades afectando cerca de 12% da população mundial, sendo aproximadamente 450 milhões ou uma em cada pessoa no mundo sofrerá uma enfermidade mental que se beneficiaria com o diagnóstico e tratamento. Assim sendo, porque a enfermidade mental, os serviços de Saúde mental e promoção do bem estar mental não recebem a atenção e os fundos que outras enfermidades e tópicos de Saúde receberam durante anos? A campanha do dia mundial de Saúde mental de 2008 fará foco no futuro de “ tornar a Saúde mental uma prioridade global” para toda população.

download documento completo:

download estatistica 2008:

Relatório da Saúde Mental 2007

O objectivo do Programa Nacional de Saúde Mental é de desenvolver e intensificar as actividades de saúde mental e de assistência psiquiátrica a nível nacional, através da formação, colocação e desenvolvimento de recursos humanos, expansão dos serviços, melhoria do suporte ao doente mental com a participação comunitária a nível da promoção, prevenção, tratamento, reabilitação e reinserção, redução da morbilidade decorrente do consumo de álcool e outras drogas incluindo o tabaco, apoio às necessidades psicossociais dos grupos vulneráveis.

Por outro lado, a detecção precoce e provisão de serviços para a epilepsia, esquizofrenia e outras doenças crónicas, redução do estigma e discriminação e promoção dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais e do comportamento e promoção de uma prática em saúde mental baseada em evidências.

ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO PARA A SAÚDE MENTAL

A Política do Ministério de Saúde, aprovada 1995, serve de plataforma para o desenvolvimento do sector de Saúde em Moçambique. Define o objectivo macro de saúde, identifica os focos de intervenção do governo e prevê directrizes tácticas de modo a garantir melhores serviços de saúde à população.

É dentro deste contexto, que se desenvolve o presente plano, em consonância com a visão do governo de providenciar cuidados eficazes e de qualidade, que cubram a globalidade das necessidades de saúde dos diferentes grupos étnicos e linguísticos, rurais e urbanos, garantindo o respeito dos direitos civis, económicos e humanos de toda a comunidade.

O objectivo ger al do presente Plano de Acção é desenvolver e intensificar as actividades de saúde mental e de assistência psiquiátrica a nível nacional, baseando-se numa visão ampla de 10 anos ( 2006 – 2015).

DOWNLOAD O DOCUMENTO COMPLETO:

Relatório da Saúde Mental 2006

O objectivo deste programa no âmbito do PES 2006 é de expandir a cobertura de cuidados de psiquiatria e saúde mental, através da formação de 30 técnicos superiores e a capacitação de pessoal clínico em doenças psiquiátricas.

Situação da Saúde Mental em Moçambique

Embora o PNSM contemple várias áreas de acção que vão desde a formação, à prevenção, tratamento e reabilitação, grande parte da operacionalização dos objectivos previstos nestas áreas de acção obrigam a uma coordenação apertada com outros departamentos do Ministério da Saúde. A componente assistencial, por exemplo, é da responsabilidade do Departamento de Assistência Médica e segue o modelo de cuidados previsto para as outras áreas da saúde: Cuidados Primários, Cuidados Secundários, Terciários e Cuidados Quaternários.

Histórico da Saúde Mental em Moçambique

O primeiro seminário nacional de saúde mental, foi realizado nos dias 15 e 16 de Outubro de 1984, já no período pós-independência, com a presença de vários representantes de instituições da saúde e membros das organizações não governamentais que operavam em Moçambique no âmbito psicossocial, tendo identificado osseguintes problemas na área da saúde mental: (1) centralização das estruturas de tratamento;(2) dificuldades na planificação devido à ausência de dados sobre a prevalência dos transtornos mentais no país; (3) carência de recursos humanos, materiais e financeiros;(4) ausência de sensibilidade para a saúde mental, quer ao nível do pessoal de saúde, quer ao nível da comunidade em geral;(5) a instabilidade dos quadros técnicos, na sua maioria, cooperantes estrangeiros e (6) ausência de colaboração multisectorial.