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Saúde Ambiental

O Departamento de Saúde Ambiental - DSA é responsável pela Vigilância dos determinantes do meio ambiente que constituam um risco para à saúde. Os determinantes de maior importância são: as doenças transmitidas por vectores, zoonoses, intoxicações, acidentes por animais peçonhentos, doenças e acidentes relacionados ao trabalho.

Também cabe ao Departamento de Saúde Ambiental - DSA a vigilância de factores ambientais que podem representar risco à saúde da população como: água, ar solo, desastres naturais, contaminantes ambientais e produtos perigosos.

Nas situações emergências e de desastres, quando existe risco iminente à saúde colectiva, o Departamento de Saúde Ambiental - DSA actua de forma integrada com outros órgãos em acções de vigilância ambiental.

I. MISSÃO DO DEPARTAMENTO DE SAÚDE AMBIENTAL

Melhorar as condições de saúde ambiental através do controlo dos factores ambientais que podem representar riscos para a saúde publica tais como: contaminantes, poluentes, produtos tóxicos e comportamentos que periguem a qualidade da agua, alimentos, ar e solo bem como promover estilos de vida saudáveis no seio das.

II. OBJECTIVO GERAL

Desenvolver políticas, regulamentos e estratégias que visem a prevenção das doenças relacionadas com a qualidade da agua, qualidade do ar, qualidade do solo, qualidade dos alimentos, o saneamento do meio, lixo, vectores (roedores e artrópodes), químicos e o movimento de fronteiras.

III. OBJECTIVO ESPECÍFICO

  1. Estabelecer normas de procedimentos que visem a prevenção de doenças de origem ambiental.
  2. Estabelecer normas de procedimentos que visem a protecção da saúde pública.
  3. Garantir a aplicação das normas estabelecidas para a área de saúde ambiental.
  4. Desenvolver acções de promoção de estilos de vida saudável através da educação sanitária e cívica e através do envolvimento comunitário.
  5. Garantir a participação directa das comunidades nas acções de saúde ambiental.
  6. Estabelecer e manter a colaboração intersectorial.

Veja os Termos de Refrencia e o organigrama

Organigrama

CODEX

A Comissão do Codex Alimentarius, órgão das Nações Unidas é o maior fórum internacional que promove a coordenação de todos os trabalhos sobre normas alimentares desempenhadas por organizações internacionais governamentais e não governamentais, a fim de proteger a saúde do consumidor e assegurar práticas equitativas no comércio internacional de alimentos.

Moçambique como membro da Comissão do Codex Alimentarius desde 1984 e com a adesão a Organização Mundial do Comércio através da resolução nr. 31/94 de 20 de Setembro tem a obrigação de participar nos trabalhos da Comissão do Codex Alimentarius e basear as suas Medidas Sanitárias e Fitossanitárias nas normas, directrizes e recomendações do Codex Alimentarius.

Campanha Nacional do Saneamento do Meio e de Promoção de Higiene

O Governo de Moçambique tem como uma das suas prioridades o desenvolvimento saudável da população, através da melhoria das suas condições de vida. Assim, a importância da higiene e do saneamento deve ser reconhecida e valorizada por todos. O envolvimento e a participação de todos os cidadãos na implementação de acções concretas de promoção de higiene e saneamento é fundamental para a redução da mortalidade e morbilidade, e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida do povo.

PAPEL DA SAUDE AMBIENTAL NAS ZONAS RURAIS

Uma das responsabilidades centrais da Saúde Ambiental a nível rural é de assegurar que a qualidade de água e de alimentos e as condições de saneamento do meio sejam satisfatórias para as comunidades, tendo a tarefa de eliminar os riscos para a saúde que as águas e alimentos de má qualidade, o maneio de resíduos sólidos e a deterioração das habitações, mercados e escolas e seu ambiente representam para a população. Neste contexto, três aspectos relacionados devem ser tidos em conta: o saneamento básico, os factores de risco ambientais e a promoção de saúde e desenvolvimento ambiental. Além da saúde, saneamento e questões relacionadas com o meio ambiente, há também uma demanda crescente nestas zonas por segurança, emprego e ambientes de desenvolvimento urbanos / peri-urbanos / espaciais adequados.

Regulamento Internacional de Saude

Através da historia da humanidade as doenças transmissíveis tem-se propagado dum continente a outro, e dum país a outro seguindo as comunicações terrestres, marítimas e aéreas. Nas últimas décadas do século anterior e no inicio do presente, o tráfico Internacional tem se desenvolvido duma maneira intensa, implicando um acréscimo do risco de importação de produtos e entrada de pessoas doentes ou portadoras, assim como de vectores ou hospedeiros intermediários de doenças, que encontrariam no nosso ecossistema um habitat favorável para o seu ulterior desenvolvimento, condicionando a possibilidade de transmissão dessas doenças entre os diferentes paises com quem fazemos fronteira.

Discurso de Abertura, Comunicado Final e a Matriz de Recomendações da 1ª Reunião Nacional de Saúde Ambiental

Realizou-se de 11 a 13 de 0utubro de 2006, no 9o Andar do Ministério da Saúde, a Reunião Nacional de Saúde Ambiental. Participaram no encontro:

Director Nacionais, Directores Nacionais Adjuntos, Médicos - Chefes Provinciais, Chefes da Repartição de Saúde da Comunidade, Médicos Chefes Distritais, Responsáveis pelo saneamento do meio nos Distritos, Directores dos CHAEM, Responsável pelo Laboratório Provincial, representantes do Ministérios do Inndústria e Comércio e para a Coordenação da Acção Ambiental.

Meio Ambiente e Saneamento do Meio

Açcões simples para controlar o meio ambiente que tanta influência tem sobre a saúde da comunidade fazem parte dos cuidados de saúde primários e portanto das actividades de um centro de saúde.

NORMAS E MANEJO DE CASOS DE INFECÇÃO HUMANA PELO VÍRUS INFLUENZA

A infuenza aviaria altamente patogénica foi pela primeira vez descrita em Itália no ano 1878, como uma doença infecciosa das aves por Perroncito. Somente em 1955 foi o agente caracterizado por Schafer como vírus Influenza A. O vírus da influenza é um vírus RNA segmentado que não possui mecanismos qualitativos de controlo durante a replicação e são muito susceptíveis de mudanças.

No passado ocorreram 3 pandemias de influenza, em 1918 (Influenza Espanhola causada pelo subtipo H1N1), em 1957 (Influenza Asiática causado pelo subtipo H2N2) e em 1968 (Influenza de Hong Kong, causado pelo subtipo H3N2). Estimativas conservadoras sugerem que a mortalidade resultante da pandemia de 1918 foi de 20 a 40 milhões, porém estudos mais recentes realizados em Africa e na Àsia sugerem que o número de vítimas em todo o mundo teria sido aproximadamente entre 50 a 100 milhões de pessoas.

Determinantes de Saúde e Promoção para a saúde uma abordagem para a melhoria do estado de saúde das populações

Os estudos epidemiológicos revelam que uma grande parte dos problemas de saúde causadores de morte e morbilidade estão relacionados com o estilo de vida, no qual se incluem os comportamentos de saúde. Entre as condutas nocivas para a saúde estão o consumo de drogas (tabaco, álcool e drogas

psicotrópicas); o sedentarismo; a alimentação desregrada (excesso de gorduras inadequadas e hidratos de carbono, defeito de fibras e vitaminas) e insuficiente (em termos quantitativos).

Se o estado de saúde está directamente relacionada com os comportamentos das pessoas devemos procurar as vias mais adequadas para promover a adopção de comportamentos saudáveis ou alteração de condutas prejudiciais. Para isso é necessário compreender os factores determinantes dos estilos de vida das pessoas. Segundo Mendoza, Pérez, e Foguet (1994), os estilos de vida estão relacionados com uma complexa constelação e interacção de factores biológicos, psicológicos, micro e macrosocias e ambientais conforme se pretende representar no esquema da figura 1.

Este esquema para além de dar uma ideia da complexidade da etiologia dos comportamentos humanos, releva a necessidade de actuar globalmente, em todas as esferas, sistemas e sub-sistemas da vida humana, para se obterem mudanças de comportamento efectivas, sustentáveis e duradoiras.

Uma via para intervir nas várias esferas da vida das pessoas no sentido de promover a adopção de comportamentos saudáveis é a Educação para a Saúde.