DPS Manica: Sumario Executivo Relatório de Prestação de Contas

A presente informação e referente ao ano de 2006 em que o estado de Saúde da População da Província de Manica, ainda continua a ser influenciado pela ocorrência cíclica de calamidade naturais nomeadamente seca, estiagem e ciclones e pelo elevado índice de pobreza aliada a alta seroprevalência de HIV/SIDA, factos que de certa forma contribuem para o deficiente saneamento do meio, fraco abastecimento de agua potável, precárias condições habitacionais e por conseguinte a ocorrência de doenças transmissíveis e nutricionais.

A escassez de chuvas na época agrícola 2005/2006 contribuiu sobremaneira para o incremento de casos de doenças de mal nutrição em alguns distritos e das diarreias se considerarmos que a maior parte da população principalmente nas zonas norte e sul da Província foi afectada pela situação.

O relatório apresenta de forma detalhada os resultados das actividades realizadas durante o ano de 2006, com destaque para as acções dos Programas e Serviços de Saúde com objectivo de reduzir a morbi-mortalidade materna e infantil por doenças imuno-preveniveis, transmissíveis e outras.

Numa analise geral houve redução das doenças de notificação obrigatório com particular realce para a Malária e as diarreias em 13% e 0.6% respectivamente. Entretanto a Malária continua ainda a ser a primeira razão da procura dos serviços sanatórios a semelhança do que ocorre em outras regiões do País.

ESTRATEGIA

O aumento do acesso aos serviços básicos de saúde à população com Qualidade, Eficiência e Equidade é um principio que norteou a intervenção do sector nos seu diversos níveis de gestão.

O Plano Estratégico do Sector Saúde que a província possui, define áreas estratégicas e prioritárias de intervenção do sector, contendo nele Objectivos estratégicos, como a redução dos níveis da mortalidade materno- infantil, aumento de cobertura da rede sanitária, melhoria das infra-estruturas e equipamentos e redução da morbi-mortalidade por doenças transmissíveis e não transmissíveis e assegurar a prestação de assistência sanitária com qualidade.

ESTRUTURA

O indicador de disponibilidade e utilização, Habitante por Unidade Sanitária, mostra melhorias significativas nos últimos anos como resultado da ampliação e alargamento da rede sanitária. Embora há melhorias neste indicador, o acesso ainda constitui um problema ao nível das comunidades uma vez que o rácio teórico de acção das Unidades Sanitárias ainda é maior (16 Km), sobretudo nos distritos de Sussundenga, Gondola, Macossa e Tambara.

PRESTAÇÃO DE CUIDADOS

Aumento do volume de actividades expressos em Unidades de Atendimento em 13.3%, Vacinações em 36%, Contactos de Saúde Materno e Infantil em 14%, DCO's em 14 % e Partos Institucionais em 3.3%.

As coberturas do Programa Alargado de Vacinação apontam para uma cenário positivo visto que todas situam-se acima de 95% com a excepção da VAT em MIF cuja cobertura está abaixo de 85%. A quebra vacinal DPT1/DPT3 foi de 10.6% e DPT1 / VAS 11.2%.

RECURSOS

A produtividade do pessoal está em 7.970 UAs/Pessoal Técnico e a disponibilidade habitante por Pessoal Técnico está em 1.660 habitantes para um profissional da saúde. A disponibilidade de recurso material melhorou. Durante o ano em analise foram recebidas viaturas de caixa aberta para os distritos com a excepção de Macossa, Baure e Machaze os quais já possuíam.

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