Irá decorrer em todo o país, de 6 a 10 de Outubro de 2008, a segunda ronda da “Semana Nacional de Saúde da Criança”. Trata-se de uma iniciativa do Governo de Moçambique com vista a intensificar a oferta de serviços e cuidados de saúde a todas as crianças menores de 5 anos de idade.
Como resultando desta intervenção, espera-se que cerca de 3 milhões e 500 mil crianças em todo o país sejam abrangidas com vacinação contra sarampo e suplementação com vitamina A, e mais de 2 milhões e 700 mil sejam desparasitadas.
O objectivo desta iniciativa é acelerar, à escala nacional, os progressos na redução da mortalidade neonatal e infantil, e promover a saúde da família em Moçambique através de intervenções multissectoriais, contribuindo para o alcance das metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Durante a primeira ronda realizada de 31 de Março a 4 de Abril do corrente ano, mais de 2 milhões e 800 mil crianças foram suplementadas com vitamina A, mais de 1 milhão e 900 mil crianças foram desparasitadas e mais de 2 milhões e 400 mil crianças foram abrangidas pela triagem nutricional. Em adição, nas províncias do Niassa, Nampula, Tete e Zambézia mais de 432 mil crianças receberam suplementação com iodo.
Porquê a “Semana Nacional de Saúde da Criança”?
Apesar do sucesso da campanha de vacinação contra o sarampo realizada em 2005, que resultou na redução de casos de sarampo em cerca de 97 por cento entre 2004 e 2007, as coberturas atingidas pela vacinação de rotina ainda não são suficientes para interromper a transmissão do vírus.
Os dados mais recentes disponíveis sobre deficiência em vitamina A indicam também que 69 por cento das crianças menores de 5 anos estão afectadas no país, com impacto tremendo na morbilidade e mortalidade das crianças e mulheres. A deficiência de vitamina A reduz o crescimento, a visão, diminui a resistência à infecção pelo vírus do sarampo, diarreias e infecções respiratórias agudas, resultando num aumento das taxas de mortalidade na infância. No entanto, a cobertura da suplementação de rotina é ainda baixa.
Por outro lado, apesar de comprovado que a desparasitação melhora a sobrevivência da criança, esta intervenção não é ainda implementada na maior parte das unidades sanitárias de forma rotineira.
Neste âmbito, as autoridades de saúde, em colaboração com os seus parceiros, estão a acelerar as intervenções visando fazer chegar estes serviços básicos de saúde a todas as crianças, quer nas unidades de saúde fixas, quer através da acção das brigadas móveis no seio das comunidades.