A malária é endémica em todo o país, a intensidade da transmissão varia de ano para ano e de região para região, dependendo da precipitação, altitude e temperaturas. O Plasmodium falciparum é o parasita mais frequente, sendo responsável por cerca de 90% de todas infecções maláricas, enquanto que o P. malariae e o P. ovale são responsáveis por 9.1 e 0,9% de todas infecções, respectivamente.
Em Moçambique, a malária ainda é um dos principais problemas de saúde, sendo responsável por cerca de 40% de todas as consultas externas. Até 60% de doentes internados nas enfermarias de pediatria são admitidos como resultado da malária severa. A malária é também o maior problema que afecta mulheres grávidas nas zonas rurais. Aproximadamente 34% das mulheres grávidas está infectada pelo parasita, sendo as primigrávidas as mais afectadas com uma taxa de prevalência de 31%. A anemia, associada à malária, é um grave problema e em 68% das mulheres grávidas o hematócrito situa-se abaixo de 33%.
A escala exacta de perdas económicas atribuídas à malária em Moçambique não é bem conhecida. Porém é evidente que a malária contribui para elevadas perdas económicas, altas taxas de absentismo escolar e uma fraca produtividade agrícola, principal meio de subsistência da maioria da população rural.
Estratégias de Controlo e Prevênção
O Ministério da Saúde adoptou 3 principais estratégias, nomeadamente:
I. Diagnóstico precoce (quer clínico quer laboratorial) da malária e seu tratamento adequado,
II. Controlo vectorial e Protecção individual
III. Educação para a saúde.
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