Relatorio do Laboratório Nacional de Higiene de Alimentos e Águas 2006

Durante o ano de 2006 o LNHAA realizou actividades direccionadas para a garantia do controle da qualidade dos alimentos e águas a nível nacional, tendo como reflexão as novas abordagens dos programas com vista a atingir os objectivos e desafios traçados.

1- OBJECTIVOS GERAIS

  • Apoiar tecnicamente o Ministério da Saúde, na fiscalização e controle de alimentos e águas, factores ambientais susceptíveis de causar danos a saúde pública;

 

2- OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

  1. Estabelecer mecanismos do sistema de garantia da qualidade de águas e alimentos.
  2. Desenvolver trabalhos de investigação no controlo analítico dos alimentos e águas e em áreas afins.

1- ACTIVIDADES REALIZADAS

Departamento de Alimentos

· Este sector participou em inspecções conjuntas (DSA/LNHAA) aos estabelecimentos alimentares e de águas na cidade e província de Maputo bem como no programa de supervisão integradas nas províncias de Gaza, Manica, Nampula e Sofala nas áreas de águas e saneamento do meio, higiene alimentar, sanidade internacional e saúde da comunidade.

· Em colaboração com a IDIL e a Nutrição, fez –se o controle de iodo no sal produzido nas salinas moçambicanas. Neste âmbito foram visitadas salinas das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Sofala, Inhambane e Maputo.

As tabelas abaixo ilustram o número de amostras analisadas e a sua proveniência nos diversos sectores deste Departamento.

 

Sector de Química

Ao longo do ano este sector dedicou-se ao controlo físico-químico de alimentos comercializados em Moçambique no total de 4728 amostras de diferentes tipos de alimentos. De salientar que de total das amostras submetidas para análises, a maior percentagem de impróprias verificou-se nos óleos e derivados (56.4%), isto pode ter como factor principal a não observância das condições básicas de higiene e armazenagem.

Tabela1 - Alimentos analisados

Tipo de alimentos

N de Amostras

Impróprias

% de Impróprias

Bebidas

205

34

16.6

Cereais e derivados

32

6

18.7

Óleos e derivados

39

22

56.4

Outros

84

6

7.1

Produtos de confeitaria

21

-

-

Produtos do mar

2

-

-

Rações

25

-

-

Sal (nutrição)

4320

-

-

Total 2005

2581

53

2.0

Total 2006

4728

68

1.4

Tabela 2 - Proveniência dos alimentos

Tipo de alimentos

Industria local

Importação

Serviços de Saúde (Inspecção)

Total

Bebidas

154

2

49

205

Cereais e derivados

19

7

6

32

Óleos e derivados

17

1

21

39

Outros

74

4

6

84

Produtos de confeitaria

16

-

5

21

Produtos do mar

-

-

2

2

Rações

25

-

-

25

Sal (nutrição)

4320

-

-

4320

Total

4443

14

89

4728

 

Sector De Microbiologia

· Colaboração com o Departamento de Saúde Ambiental nas inspecções conjuntas aos estabelecimentos alimentares e de águas na Cidade e Província de Maputo. De Salientar que das várias amostras recolhidas e submetidas as análises microbiológicas, 33,3% e 20.8% referentes a produtos do mar e leite e derivados foram consideradas impróprias para o consumo humano.

Tabela 3 - Alimentos analisados (Microbiologia)

Tipo de alimento

N0 de amostras

Impróprio

% de impróprios

Alimentos (cozinhados)

5

-

5.0

Bebidas

77

7

9.1

Carnes e derivados

12

1

8.3

Cereais e derivados

27

1

3.7

Leite e derivados

64

13

20.3

Produtos de confeitaria

17

2

11.8

Produtos do mar

6

2

33.3

Outros

150

30

20.0

Total 2005

181

27

14.9

Total 2006

358

56

15.6

Tabela 4 - Proveniência dos Alimentos

Tipo de alimento

Industria Local

Serviços de Saúde

(Inspecção)

Total

Cereais e derivados

24

3

27

Carnes e derivados

12

-

12

Produtos do mar

3

3

6

Leite e derivados

10

54

64

Produtos de confeitaria

12

5

17

Bebidas

26

51

77

Alimentos (cozinhados)

5

-

5

Outros

46

104

150

Total

138

220

358

 

 

 

 

 

Tabela 5- Produtos não alimentares analisados

Tipo de amostra

Número

Zaragatoas

182

Desinfectantes

5

Total 2005

40

Total 2006

187

Sector de Entomologia

Do total de 207 amostras analisadas ao longo do ano 52,6% são provenientes do Programa Mundial para Alimentação (PMA) nomeadamente: arroz, farinha de milho, farinha de soja, feijão e mapira com resultados negativo (impróprio). Situação preocupante está relacionada com a mandioca fresca, farinha de mandioca e mapira, por estas apresentarem alto índice de cianetos e contaminação com outras micotoxinas (aflatoxinas) sendo portanto impróprias para o consumo humano.

Tabela 6 - Alimentos analisados

Tipo de alimentos

N de Amostras

Impróprias

% de Impróprias

Amendoa de cajú

4

-

-

Amendoim

1

-

-

Arroz

35

15

42.9

Bolachas

18

-

-

Ervilha

8

4

50.0

Farinha de mandioca

5

5

100

Farinha de milho

15

11

73.3

Farinha de Soja

25

16

64.0

Feijão

29

20

68.9

Mandioca

4

4

100

Mapira

5

5

100

Massas

2

-

-

Milho amarelo

3

-

-

Milho branco

36

11

30.6

Sorgo

1

-

-

Trigo em grão

16

2

12.5

Total 2005

167

43

10.7

Total 2006

207

93

44.9

Tabela 7 - Proveniência dos alimentos

Tipo de alimentos

Ind. Local

Importação

Serviços de Saúde(Inspecção)

Total

Amêndoa de cajú

4

-

-

4

Amendoim

1

-

-

1

Arroz

-

30

5

35

Bolachas

16

-

2

18

Ervilha

-

8

-

8

Farinha de Mandioca

-

-

5

5

Farinha de milho

15

-

-

15

Farinha de Soja

21

4

-

25

Feijão

29

-

-

29

Mandioca

4

-

-

4

Mapira

5

-

-

5

Massas

-

-

2

2

Milho amarelo

-

3

-

3

Milho branco

36

-

-

36

Sorgo

1

-

-

1

Trigo em grão

-

16

-

16

Total

132

61

14

207

Sector de Toxicologia

Ao longo do ano o sector de toxicologia analisou 375 amostras, das quais 145 de cereais e seus derivados para aflatoxinas, 34 amostras diversas para pesticidas, 46 amostras de vários produtos com contaminantes desconhecidos e 150 amostras de sangue para alcoolémia. Os cereais e seus derivados apresentaram uma contaminação por aflatoxinas, o que revela má conservação destes produtos.

 

 

Tabela 8: amostras submetidas para análise de Aflatoxinas

 

Tipo de amostra

N0 de Amostras

Impróprias

% Impróprias

Amêndoa de cajú

4

-

-

Amendoim

1

-

-

Arroz

17

4

23.5

Ervilha

10

1

-

Farinha de milho

12

-

-

Farinha de soja

22

-

-

Feijão

31

5

16.1

Mandioca fresca

5

5

100

Mapira

4

3

75.0

Milho branco

35

13

37.1

Trigo em grão

4

1

25.0

Total 2005

105

-

-

Total 2006

145

32

22.1

Tabela 9: Proveniência dos Alimentos

Tipo de amostra

Industria local

Importação

Serviços de Saúde (Inspecção)

Total

Farinha de Milho

12

-

-

12

Milho branco

35

-

-

35

Ervilha

10

-

-

10

Farinha de soja

-

12

10

4

Arroz

17

-

-

17

Amêndoa de cajú

4

-

-

4

Mapira

4

-

-

4

Amendoim

1

-

-

1

Trigo em grão

-

4

-

4

Mandioca

5

-

 

5

Feijão

31

-

 

31

Total

119

16

10

145

Tabela 10: amostras submetidas para análise de Pesticidas

Tipo de produto

Próprio

Total

Agua

12

12

Alface

1

1

Arroz

8

8

Cigarros

1

1

Couve

1

1

Ervilha

5

5

Frangos

1

1

Milho Branco

5

5

Total 2005

41

41

* Total 2006

34

34

· total as amostras analisadas foram consideradas próprias para o consumo

Tabela 11: Proveniência

Tipo de produto

Industria local

Importação

Serviços de Saúde (Inspecção)

Total

Agua

-

-

12

12

Alface

-

-

1

1

Arroz

-

8

-

8

Cigarros

1

-

-

1

Couve

-

-

1

1

Ervilha

5

-

-

5

Frangos

-

-

1

1

Milho branco

5

-

-

5

Total

11

8

17

34

Das amostras de sangue analisadas 80% revelaram que os automobilistas conduzem em estado de embriaguês total.

Tabela 12: amostras submetidas para análise de Álcool

Sangue

N de Amostras

Positivo

% de Positivos

Total 2005

116

63

73.3

Total 2006

150

120

80.0

Departamento de Águas

O sector de águas desenvolveu-se de modo a melhorar a cobertura, priorizando as fontes que beneficiam grandes grupos de cidadãos. Assim foram codificados e sujeitos à inspecção regular os Hospitais, Centros de Saúde, Escolas, Creches, Estabelecimentos Comerciais, Industria Alimentar, Piscinas, Fontenários, Hotelaria e algumas residenciais; num universo de 3019 amostras de diferentes tipos de águas.

· De acordo com os resultados das análises, a cidade de Maputo teve 25,4% de amostras impróprias para o consumo humano num total de 1551 amostras de água testadas. Os hospitais abastecidos por água de furos apresentam o maior número de contaminação, das 38 amostras de água analisadas 35 estavam impróprias para consumo humano, o que representa 92,11%. O hospital geral da Mavalane foi o que de forma persistente teve contaminação da água por nitratos.

· Outra situação a considerar é a contaminação em 58,53% da água de furos nos bairros da cidade de Maputo, sendo de destacar a contaminação por nitratos nos grandes bairros como Hulene, Maxaquene, Polana Caniço e Aeroporto.

· A indústria alimentar baixou a qualidade da água, subindo de 0 para 12,66% de contaminação microbiana.

· Melhoria assinalável verificou-se nas águas engarrafadas onde, das 73 amostras analisadas no segundo semestre nenhuma esteve imprópria para o consumo humano.

A tabela 13 ilustra de forma resumida os resultados das análises de água na cidade de Maputo.

Tabela 13 : Cidade de Maputo

Tipo de Água

Nº de Amostras

Nº Impróprias

% de Impróprias

Rede (EAM)

133

13

9.8

Hosp. C.S. Rede

248

12

4.8

Hosp. C.S. Furos

38

35

92.1

Escolas

76

4

5.3

Est. Comerciais

135

13

9.6

Ind. Alimentar

79

10

12.7

Furos

463

271

58.5

Poços

31

10

32.3

Água Engarrafadas

73

-

-

Piscinas

74

10

13.5

Ara - Sul

11

-

-

Outras

190

16

8.4

Total

1551

394

25.4

 

 

Cidade da Matola

Para a cidade da Matola foram testadas no total 365 registando deste modo, um aumento na ordem dos 61%. contudo não se verificou melhoria da qualidade da água da rede consumida nos hospitais, água de furos e poços para o abastecimento das populações.

A tabela 14 ilustra os resultados anuais da Cidade da Matola.

Tabela 14 : Cidade de Matola

Tipo de Água

Nº de Amostras

Nº Impróprias

% de Impróprias

Rede (EAM)

101

5

4,95

Hosp. C.S. Rede

26

5

19,23

Hosp. C.S. Furos

1

1

100,0

Escolas

40

3

7,50

Est. Comerciais

38

5

13,16

Ind. Alimentar

36

1

2,78

Furos

70

32

45,71

Poços

7

2

28,57

Águas Engarrafadas

15

0

0

Piscinas

11

3

27,27

Ara - Sul

2

0

0

Outras

18

4

22,22

Total

365

61

16,71

 

Província de Maputo

Registou-se um aumento assinalável no número de amostras de água testadas na província de Maputo. Amostras da rede de abastecimento público, os furos e as águas engarrafadas contribuíram em mais de 50% deste aumento. Mais uma vez a água consumida nos hospitais foi imprópria para o consumo humano. Sete de dez amostras analisadas estiveram contaminadas, o que significa 70% de água imprópria.

 

A província de Maputo apesar de possuir quase a totalidade da indústria alimentar, nenhuma amostra proveniente destas fábricas foi analisada. O problema principal pode ser a definição de prioridades para a amostragem e não o seguimento das recomendações do regulamento sobre a Qualidade da Água para o Consumo Humano, pois este indica o número de amostras a realizar para um dado tipo de fonte.

O sumário dos resultados está apresentado na tabela 15.

 

 

Tabela 15 - Província de Maputo

 

Tipo de Água

Nº de Amostras

Nº Impróprias

% de Impróprias

Rede (EAM)

124

2

1,61

Hosp. C.S. Rede

10

7

70

Escolas

4

0

0

Est. Comercias

3

0

0

Furos

122

31

25,41

Poços

6

1

16,67

Água Engarrafadas

47

0

0

Piscinas

3

2

66,67

Ara - Sul

12

0

0

Outras

46

27

58,70

Total

377

70

18,57

 

 

Outras Províncias

A análise sobre a qualidade da água consumida nas restantes províncias não pode ser realizada até ao momento pois nem todos os Laboratórios Provinciais facultaram a informação.

 

Tabela 16 : Províncias

 

Nº de Amostras

Nº Impróprias

% de Impróprias

Outras Províncias

352

97

27.6

 

Ao longo do ano findo foram submetidas para análise 3019 amostras de tipos diferentes de água contra 2567 realizadas em 2005, representando um aumento de 15%. A Cidade de Maputo foi a que com maior número de amostragem contribuiu.

Resumo do controle da qualidade de água realizado pelo L.N.H.A.A.

Tabela 18: Total de Amostra Analisadas no LNHAA

Província

Nº de Amostras

Nº Impróprias

% de Impróprias

Cidade Maputo

1551

394

25,40

Cidade Matola

365

61

16,71

Província Maputo

377

70

18,57

Outras Províncias

352

97

27,56

Trab. Investigação

374

-

-

Total

3019

622

20,60

 

 

Formação

· Relacionado com a Qualidade e Higiene de Alimentos e água, regressou uma Engenheira Química após termino de pós-graduação em Ciências e Tecnologia de Alimentos na Austrália e uma técnica de Química concluiu o Curso Médio de Técnico de Laboratório no Instituto de Ciências de Saúde de Maputo.

· O LNHAA colaborou com a Universidade Eduardo Mondlane, ISCISA e Instituto de Ciências de Saúde de Maputo nos estágios de trabalho de licenciatura, na visita de estudo aos estudantes da Faculdade de Veterinária e Biologia; bem como nas aulas práticas aos estudantes do curso de enfermagem e técnicos de Laboratório.

· O LNHAA colaborou com DSA, na formação distrital sobre avaliação do risco e uso dos KITs para o controlo de água, e na formação de Rede de Informação e Comunicação para Água e Saneamento (Ricas).

Participação em seminários nacionais e Internacionais

O LNHAA participou nos seguintes cursos e Seminários:

  • Determinação de pesticidas organoclorados e hidrocarbonetos em sedimentos marinhos, água e biota usando o método de Cromatografia Gasosa e na análise de metais pesados em sedimentos (Durban - Africa do Sul).
  • Análise de nutrientes na água (Dar-es-Salaam – Tanzania).
  • Participação no curso sobre introdução do novo regulamento de contratação de empreiteiros de obras públicas, fornecimento de bens e prestação de serviços (Maputo).
  • Participação de todos os Administrativos no seminário sobre reformas no Aparelho do Estado.
  • Seminário orientado para avaliação do risco de Saúde e Segurança Ocupacional no Sector Informal
  • Seminário sobre alimentos seguros
  • XXXI Conselho Nacional Coordenador da Saúde
  • Reunião Nacional de Saúde Ambiental e Saneamento do meio
  • Participação nos cursos sobre uso de gráficos de controlo laboratorial, validação de métodos e na terceira ronda dos testes de proficiência regionais para a avaliação da capacidade técnica do laboratório (Gaberone-Botwsana)
  • Participação no Seminário Nacional de Tecnologia Pós-colheita
  • Participação no simpósio no âmbito do projecto Prolab na Africa do Sul
  • Participação no programa regional de controle da poluição no oceano Índico, denominado Wio-Lab project.
  • Participação no Curso sobre boas práticas estatísticas para a validação de métodos em laboratórios de análise (Cidade de Cabo – Africa do Sul).

Administração e Finanças

Por conveniência de serviço foram transferidos três funcionários para Centro de Manutenção, Recursos Humanos, e Hospital Geral José Macamo. No âmbito da rotatividade dos funcionários da Direcção Nacional de Saúde, foi transferido o responsável da Secretaria para Direcção de Saúde de Comunidade.

Em coordenação com a DRH foi possível efectivar as promoções de 13 funcionários (progressão horizontal nas carreiras) e enquadramento no quadro de pessoal do MISAU de uma funcionária que se encontrava na condição de contratada.

Esta Repartição recebeu e entregou resultados de 3019 amostras de águas, 225 amostras de Toxicologia e 4728 amostras de alimentos variados provenientes do CHAEM da Província e da Cidade de Maputo, Nutrição e de entidades individuais e colectivas a nível nacional.

Ao longo do ano fizeram-se modificações nas instalações do LNHAA, que melhoraram bastante a sua aparência nomeadamente: Reabilitação de dois gabinetes dos chefes de departamentos de alimentos e de águas, sector de Microbiologia e da sala de armazenamento de produtos químicos, bem como a actualização de Arquivo. Aquisição de bens de consumo (produtos de higiene e Limpeza e material de escritório).

No concernente a bens e serviços o orçamento foi executado na ordem de 62,2% o que revela um crescimento comparativamente com o ano 2005.

2- CONSTRANGIMENTOS

· Falta de material de vidro, equipamento, e reagentes para algumas análises específicas de Alimentos e águas.

· Na análise de alguns relatórios provinciais notou-se :

o a má interpretação ou desconhecimento do regulamento sobre a qualidade de águas para o consumo humano e incorrecta definição das fontes;

o A não correcta interpretação de alguns parâmetros, resultando deste modo a não análise destes pelos laboratórios provínciais e consequentemente o não envio dos referidos dados ao LNHAA para avaliação

3- PERSPECTIVAS

Até 2010 o laboratório Nacional de Higiene de Alimentos e Águas tenha o equipamento actualizado e modernizado de modo a aumentar a sua capacidade de resposta em termos de saúde pública e que o laboratório seja acreditado em alguns parâmetros nas áreas de alimentos e águas.

 

4- CONCLUSÕES

Comparando o volume das actividades analíticas realizadas no ano de 2005 com as de 2006, conclui-se que houve um aumento considerável no que diz respeito ao controle da qualidade da água e de alimentos.

No Controlo de Qualidade da Água

- Quer o CHAEM cidade, quer o da província de Maputo aumentaram o número de amostragem para o controlo diário de águas, mas contudo a capacidade de análise microbiológica das águas da rede reduziu por falta de membranas filtrantes e meios de cultura (não existentes no País).

 

No Controlo de Qualidade de Alimentos,

- Registou-se uma entrada massiva de amostras de sal colhidas nas províncias por técnicos da nutrição nos primeiros meses do ano.

Contudo, sentiu-se com maior agudeza a falta de algum material, padrões de Pesticidas e equipamento de laboratório, originando assim uma redução regular na execução das amostras e consequentemente demora na entrega dos resultados.

O sistema inspectivo tem se mostrado deficiente resultando deste modo na fraca amostragem na área dos alimentos.

Em termos de Saúde Pública a maior preocupação na Cidade e província de Maputo, continua a ser o maior número de água de furos com concentração de nitratos superior ao recomendado pela OMS e regulamento Nacional de águas para o consumo Humano (50mg/l).

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