(Maputo, 01.12.2011) O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA (ONUSIDA) publicou, segunda-feira passada (dia 21 de Novembro) o Relatório Global sobre a epidemia de SIDA no mundo. Segundo o documento, que foi elaborado por ocasião do Dia Mundial de Combate ao HIV/SIDA, que se assinala hoje, 01 de Dezembro, a prevalência de HIV/SIDA estabilizou em Moçambique em 2010, mas continua em níveis inaceitavelmente altos. A prevalência “em Lesotho, Moçambique e Suazilândia parece ter estabilizado ainda que em níveis inaceitavelmente altos”, pode ler-se no referido relatório.
O documento acrescenta que os novos casos de HIV diminuíram mais de 26 por cento na África Sub-Sahariana e que, em 2009, 1.4 milhão de pessoas viviam com HIV em Moçambique, que registava uma taxa de prevalência da infecção de 11,5 por cento em adultos.
De acordo com o mesmo relatório, a epidemia abranda a nível mundial, embora certos países e certas regiões conheçam um recrudescimento de novas infecções. Segundo os novos dados apresentados no Report on the Global AIDS Epidemic: a UNAIDS 10th Anniversary Special Edition, 38,6 milhões de pessoas vivem, actualmente, com o HIV em todo o mundo. Cerca de 4,1 milhões de indivíduos contraíram a infecção pelo HIV e 2,8 milhões de pessoas morreram de doenças associadas à SIDA, em 2005, sublinha um comunicado do ONUSIDA, publicado em Nova Iorque, para anunciar o lançamento do Relatório.
O relatório foca também os importantes progressos realizados no domínio da luta contra a SIDA, nomeadamente, o aumento do financiamento e o acesso ao tratamento; mostra também uma diminuição da prevalência do HIV entre os jovens, nos últimos cinco anos, em determinados países.
No entanto, a SIDA continua a ser uma ameaça enorme e há ainda que vencer muitos desafios, diz o ONUSIDA. Em alguns países, há grandes insuficiências no domínio do tratamento e também no da prevenção.
Os resultados encorajadores registados na prevenção e tratamento do HIV mostram que a resposta à SIDA é um bom investimento, afirmou Peter Piot, Director do ONUSIDA, numa conferência de imprensa dada na Sede da ONU, em Nova Iorque. “Atingimos agora uma fase decisiva no que se refere à melhoria do financiamento, à liderança política e aos resultados no terreno […] As medidas que tomarmos a partir deste momento são particularmente importantes, porque sabemos, cada vez com um maior grau de certeza, onde e como o HIV se desloca e como abrandar a epidemia e reduzir o seu impacto”, afirmou.