Moçambique tem vindo a implementar actividades de aceleração da eliminação da Lepra. A prioridade foi dada a cinco províncias endémicas,nomeadamente:
Cabo-Delgado, Nampula, Niassa, Zambézia e Manica. As maiores actividades incluíram as Campanhas para a Eliminação da Lepra (LECs) e as Mini-Campanhas (mini-LECs), o COMBI e o projecto de COMBI-Modificado em Nampula e Manica, a Revisão e Actualização dos Registos de Lepra. Foi aumentado o número de Pontos de Distribuição de Medicamentos (TMA), actividade gerida por voluntários comunitários.Foram implementados os Dias da Lepra nas Aldeias dos distritos mais endémicos e foi instalado o processo computorizado de gestão dos dados,em Cabo-Delgado como projecto piloto.
Como reflexo daquelas actividades detecção anual da Lepra aumentou de 4.260 casos em 2004, para 5.371 casos em 2005.
Desde então a detecção tem vindo a decrescer, tendo sido de 2.484 casos no ano passado.
Actualmente, terceiro trimestre de 2008 o quadro epidemiológico da doença é o seguinte:
-Todas as províncias excepto Cabo-Delgado, têm taxas de prevalência inferior ou igual (Zambézia) a 1 caso por 10.00 habitantes. A taxa média de prevalência nacional no final do terceiro trimestre de 2008, foi de 0,6 / 10.000
A província de Cabo-Delgado é a mais afectada, sendo imediatamente seguida pela província da Zambézia que tem uma taxa de prevalência igual a 1 / 10.000. habitantes.
A percentagem de deformidades, que nos últimos anos tem-se mantida mais ou menos estável, é alta, pois está acima dos 10%.
Existem, nas províncias mais afectadas, ”reservatórios” distritais importantes de bacilos de Hansen, que devem merecer atenção especial em termos de controlo, para que o nível da doença deixe de ser considerado problema de saúde pública.
Os slides que se seguem ilustram a actual situação da doença no país e as tendências de alguns indicadores epidemiológicos, nos últimos dez anos.
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