A infuenza aviaria altamente patogénica foi pela primeira vez descrita em Itália no ano 1878, como uma doença infecciosa das aves por Perroncito. Somente em 1955 foi o agente caracterizado por Schafer como vírus Influenza A. O vírus da influenza é um vírus RNA segmentado que não possui mecanismos qualitativos de controlo durante a replicação e são muito susceptíveis de mudanças.
No passado ocorreram 3 pandemias de influenza, em 1918 (Influenza Espanhola causada pelo subtipo H1N1), em 1957 (Influenza Asiática causado pelo subtipo H2N2) e em 1968 (Influenza de Hong Kong, causado pelo subtipo H3N2). Estimativas conservadoras sugerem que a mortalidade resultante da pandemia de 1918 foi de 20 a 40 milhões, porém estudos mais recentes realizados em Africa e na Àsia sugerem que o número de vítimas em todo o mundo teria sido aproximadamente entre 50 a 100 milhões de pessoas.
Na região Austral de Africa tem sido detectada nos últimos dois anos a actividade do vírus da influenza do subtipo H5N2 que tem afectado quase que exclusivamente avestruzes na Africa do Sul e Zimbabwe.
A historia indica que a associação entre o vírus e as aves é muito antiga. Depois da transferência para novos hospedeiros, sejam aves ou mamíferos, os vírus da influenza evolui rapidamente.
O aparecimento de uma estirpe altamente patogénica do subtipo H5N1, que terá provavelmente ocorrido antes de 1997 no Sul da China, atingiu o estado enzoótico em aves domésticas no sudeste asiático e inesperadamente atravessou a barreira das espécies infectando mamíferos (gatos, suínos e humanos). Embora este acontecimento tenha precedentes, o número substancial de casos em humanos, associados a uma doença severa e várias fatalidades levantam preocupações sérias sobre o potencial pandémico da estirpe H5N1.
Foi com base nestas informações que o grupo clínico, apoiado por uma equipe de peritos na área da gripe aviaria elaborou o presente manual que serve como instrumento de consulta e formação para as equipes clínicas de intervenção nas diversas unidades sanitárias do País. O mesmo é destinado ao Clínicos, Directores Provinciais, Médicos chefes Provinciais e Administradores dos hospitais.
Este manual está dividido em cinco partes: Definição, Etiologia e Transmissão Manejo dos casos, Prevenção e controlo, Vigilância Epidemiológica e Laboratório.
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