Tem estado a crescer o número de empresas e individualidades a prestarem ajuda ao Ministério da Saúde (MISAU), na provisão de recursos e meios para fazer face à COVID-19.

Esta Sexta-feira, Mateus Zandamela, cidadão singular doou ao Ministério da Saúde um respirador para oxigenação de pacientes de COVID-19, que estejam passando por dificuldades respiratórias.

No acto de entrega do aparelho ao Ministro da Saúde, o benevolente disse estar sensibilizado com o trabalho que está sendo desenvolvido pelas autoridades sanitárias e decidiu ajudar no que poude, dando o seu contributo para o fortalecimento das respostas do sector.

Na ocasião, o Prof. Doutor Armindo Tiago, Ministro da Saúde, agradeceu o gesto e lovou o facto de estar a vir de um singular, o que na opinião do governante, mostra que com os esforços de todos, o país pode vencer a COVID-19.

Ainda nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde recebeu da TOTAL, combustível para apoio nas operações de prevenção e combate ao COVID - 19.

A petrolífera entregou hoje através de cartões de abastecimento nas suas bombas, combustível avaliado em quinhentos mil meticais.

O apoio da TOTAL em combustível de igual valor, mensalmente, vai continuar até Dezembro.

A recepção do donativo da TOTAL foi encabeçada pelo Director de Administração e Finanças no MISAU, António Mundlovo e pelo Director Nacional de Assistência Médica, Ussene Isse.

Assembleia da República doa três milhões e cem mil meticais ao Governo

O valor resulta de contribuições feitas pelos deputados das três bancadas que compõe o parlamento Moçambicano.

Os mandatários do povo eleitos pela lista do Partido Frelimo descontaram quatro dias de salário, enquanto que os da Renamo e MDM apoiaram com três dias de salário, cada deputado.

O acto da entrega da contribuição dos parlamentares, ao governo, teve lugar na tarde desta Segunda-feira, (04), na Assembleia da República (AR).

Esperança Bias, Presidente da AR, que falou em nome dos 250 deputados, referiu na sua intervenção, que os deputados decidiram descontar parte dos salários para apoiar o governo no combate à doença, por compreenderem a gravidade da mesma e por reconhecerem que, com a contribuição de todos podem ser minimizados os efeitos da Covid-19 no país.

Por seu turno, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, lovou o gesto dos parlamentares e assegurou, em nome do governo, que o valor será usado de forma transparente e encaminhado para áreas prioritária da prevenção e combate à COVID-19.

Na Assembleia da República o Ministro da Saúde fazia-se acompanhar pela Directora Nacional Adjunta de Assistência Médica, Elenia Macamo.

Os hospitais do país passarão a contar com um sistema informatizado de gestão hospitalar.

A informação foi avançada hoje, (04/05) pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago durante uma visita efectuada ao Hospital Central de Maputo onde de perto, foi-se inteirar dos prejuízos causados pelo incêndio que na manhã deste sábado, consumiu por completo, parte do arquivo clínico intermediário daquela unidade hospitalar.

Sem precisar datas concretas, o titular do pelouro da saúde deu exemplo do Hospital Central de Quelimane que já possui um sistema de gestão hospitalar informatizado, tendo avançado que decorre neste momento a instalação de um igual no Hospital Central de Maputo.

“Temos no país, hospitais com sistemas informatizados, sobretudo o Hospital Central de Quelimane que já é totalmente digitalizado. Para o caso do Hospital Central de Maputo, já iniciamos a informatização dos processos clínicos e achamos que dentro de pouco tempo estará concluído, porém, este incêndio coloca-nos o desafio de acelerar ainda mais o projecto, mas isso dependerá do volume dos processos e da capacidade técnica instalada". Avançou o Ministro.

Questionado sobre o que terá estado por detrás do incêndio , o dirigente foi cauteloso e disse ser prematuro avançar-se com qualquer tipo de informação, mas explicou estar a decorrer um trabalho de perícia com vista a se apurar as reais causas, tendo garantido fornecer o relatório em menos de 15 dias.

Recorde-se que o incêndio cujas causas ainda são desconhecidas, destruiu parte considerável do arquivo clínico intermediário do Hospital Central de Maputo tendo consumido a informação clínica de alguns pacientes que ali se encontrava a mais de 10 anos.