Malária
PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLO DA MALÁRIA (PNCM)
Benvindo a página do Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) em Moçambique.
Esta página pretende apresentar um conjunto de informações referentes as actividades do Ministério da Saúde na componente prevenção, combate e controlo da Malária.
A Equipa do Programa
1. Doutor Samuel Mabunda (MD. MPH, PhD ) - Director do PNCM
2. Dra Rosália Mutemba – Médica, responsável para área clínica e manejo de casos
3. dra Maria Pondja – Bióloga, responsável para área de entomologia
4. dra Guilhermina Fernandes – Bióloga, responsável pela Prevenção, área de Redes Mosquiteiras
5. dr Sérgio Gomane – Bióloga, responsável pela Prevenção, área de PIDOM
6. dr Sérgio Tsabete- Antropólogo responsável pela Informação Educação e Comunicação (IEC)
7. Sr Virgílio Manhendje e Albertina Chihale – Assistentes de Entomologia
8. Sr. Guidion Mate – Técnico de Informática ‘ Gestor de Dados
9. Sr. David Maniate - Assistente Administrativo
A Malária
A malária continua sendo o principal desafio para a saúde pública e para o desenvolvimento sustentável em Moçambique. Com base nos dados dos últimos cinco anos do sistema de vigilância epidemiológica (Boletim Epidemiológico Semanal, BES), malária conta com uma média de 5,8 milhões de casos diagnosticados clinicamente por ano, sendo a principal razão de consulta externa (44%) e de internamento no serviço de pediatria (57%) e com alta taxa de letalidade (variação de 1.8% a 9.9%, dependendo do nível da unidade sanitária). Para além do impacto directo na saúde, existe um peso socioeconómico enorme nas comunidades e no país em geral, particularmente para os segmentos populacionais mais pobres e aqueles vulneráveis. Sem tirar importância ao peso da malária em Moçambique, deve constar que há problemas reconhecidos na qualidade dos dados sobre a malária recolhidos pela vigilância epidemiológica o que se alia às indicações sobre a existência de sobre-diagnóstico de malária nas unidades sanitárias (US) uma vez que há casos que não são confirmados laboratorialmente. A escala exacta de perdas económicas atribuídas à malária em Moçambique não é bem conhecida. Porém é evidente que a malária contribui para elevadas perdas económicas, altas taxas de absentismo escolar e uma fraca produtividade agrícola, principal meio de subsistência da maioria da população rural.
Estratégias
- Diagnóstico, Manejo de Casos e Fornecimento de Medicamentos;
- Gestão Vectorial Integrada e Protecção Pessoal;
- Promoção de Saúde e Mobilização Comunitária;
- Reposta de Emergência;
- Gestão do programa e desenvolvimento dos sistemas;
- Monitoria e Avaliação (Vigilância, Informação e Pesquisa);
Principais Metas
1. Metas do Roll Back Malária (Fazer Recuar a Malária) para Moçambique
No dia 25 de Abril do ano 2000, Chefes de Estado e altos representantes de 44 países africanos se reuniram em Abuja, capital da Nigéria, para participarem na primeira Cimeira Sobre a Malária tendo aprovado uma Declaração na qual assumiram um compromisso político para o combate à malária. Moçambique subscreveu essa declaração com vista a implementar acções apropriadas e sustentáveis para reforçar o Sistema de Saúde e reduzir à metade a mortalidade causada pela malária até 2010, tal como foi aprovado na Cimeira. Para este período, as metas do Roll Back malária para Moçambique consistem em:
- Pelo menos 60% dos que padecem de malária tenham acesso rápido à um tratamento correcto e de baixo custo nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas;
- Pelo menos 60% dos que correm risco de contrair malária, particularmente as mulheres grávidas e as crianças com menos de cinco anos de idade, possam beneficiar da combinação mais adequada de medidas de protecção pessoal e colectiva. Tais medidas incluem o acesso às redes mosquiteiras tratadas com insecticidas e outras intervenções que são acessíveis e de baixo custo financeiro para prevenir infecções e sofrimento;
- Pelo menos 60% de todas as mulheres grávidas que correm risco de contracção de malária, especialmente as que estão grávidas pela primeira vez, possam ter acesso a tratamento presuntivo intermitente (TIP)
2. Metas próprias do PNCM
· Meta geral de impacto:
- Reduzir o peso da malária a metade (prevalência de parasitémia malárica e de letalidade), até 2015, em relação aos níveis observados em 2001 (40% - 80%), cumprindo dessa forma a Meta do Milénio relativa ao controlo da malária (vide declaração de política).
· Metas específicas de impacto
- Redução da taxa de incidência da malária grave, em crianças de menos de 5 anos, dos 55 por 10.000 registados em 2001, para 41 por 10.000 em 2010 e 22,5 por 10.000 em 2015, deste modo cumprindo a Meta do Milénio,
- Redução da taxa de mortalidade da malária grave e complicada, em crianças de menos de 5 anos, dos 2 por 10.000 registados em 2001, para 1,5 por 10,000 em 2010 e 1 por 10,000 em 2015, deste modo cumprindo a Meta do Milénio,
- Redução da taxa de mortalidade proporcional por malária, em crianças de menos de 5 anos, dos 30 % registados em 2001, para 22.5 % em 2010 e 15 % em 2015,
- Redução da taxa de prevalência da parasitémia malárica em mulheres grávidas, dos 20% registados em 2001, para 15% em 2010 e 10% em 2015, deste modo cumprindo a meta do Milénio,
- Redução das taxas de letalidade e mortalidade pela malária, em mulheres grávidas,
- Redução da taxa de prevalência da parasitémia malárica na população dos 2 – 9 anos dos 60 % registados em 2001, para 45% em 2010 e 30 % em 2015, deste modo cumprindo a Meta do Milénio,
- Redução da taxa de letalidade por malária dos 7 % observados em 2001, para 5 % até 2010 e 3.5 % em 2015, deste modo cumprindo a Meta do Milénio,
- Melhorar a qualidade do diagnóstico da malária dos 25 a 30 % actuais para 60 % em 2010 e 80 % em 2015.
Metas específicas de Cobertura de Serviços
- Pelo menos 60% dos que correm risco de contrair malária possam beneficiar, até 2010, da combinação mais adequada de medidas de protecção pessoal e colectiva; outras intervenções que sejam acessíveis e de baixo custo;
- Que pelo menos 60% de todas as mulheres grávidas tenham acesso à duas doses do TIP;
- Que pelo menos 60% dos casos de malária tenham acesso rápido à um tratamento correcto e de baixo custo nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas;
- Melhorar a qualidade e acesso ao diagnóstico da malária dos 25 a 30 % actuais para 80% em 2010 e 90% em 2015.
Eventos
- Dia Mundial da Malária - 25 De Abril
- Dia da malária na SADC – 09 de Novembro
PARCEIROS DO PNCM
Para poder realizar as suas actividades e implementar o seu plano estratégico, o PNCM conta com diferentes parceiros, entre eles:
- Organização Mundial da Saúde (OMS)
- USAID
- Malaria Consortium
- UNICEF
- World Vision
- Aga Khan Foundation
- Medicus Mundi
- PSI
- CARE International
- LSDI
- Health Alliance International (HAI)
- Save the Children
- JICA
- Global Fund
- AMREF
- Entre outros.
PESQUISAS EM CURSO
- Avaliação in vivo da eficácia terapêutica. Estudo inicia brevemente e é co-financiado pelo MISAU/USAID.
- Tese de Doutoramento: Dr. Samuel Mabunda
- Tese de Doutoramento: Dra. Sonia Casimiro
PUBLICAÇÕES DO PNCM
Presentemente o PNCM tem as seguintes publicações disponiveis:
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1. Estrategia para o contrlo e combate da Malaria em Mocambique, 2006 - 2009 |
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2. Boletim Epidemiológico Semanal, Canais Endémico e Incidência (Até 30ª Semana Epidemiológica) da Malária |
Canais_Endemicos_e_Incidencias.pdf 188,22 kB
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3. Relatório Semestral das actividades do PNCM |
Relatorio_Semestral_PNCM_2005.pdf 156,98 kB
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3. Jornal Trimestral do PNCM
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1ª Edição |
Jornal PNCM (Ingles) Edicao 1.pdf 72,86 kB
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2ª Edição |
Jornal do PNCM (Portugues) Edicao 2.pdf 258,48 kB
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4. outras publicações uteis
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OMS guidelines para o tratamento da malaria 2006 |
TreatmentGuidelines2006.rar 1,30 MB
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Relatório de Malária 2007
A malária é endémica em todo o país, a intensidade da transmissão varia de ano para ano e de região para região, dependendo da precipitação, altitude e temperaturas. O Plasmodium falciparum é o parasita mais frequente, sendo responsável por cerca de 90% de todas infecções maláricas, enquanto que o P. malariae e o P. ovale são responsáveis por 9.1 e 0,9% de todas infecções, respectivamente.
PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLO DA MALÁRIA
Transmissão da malária
A malária é endémica em todo o país, nas áreas onde o clima favorece a sua transmissão ao longo de todo o ano, atingindo o seu ponto mais alto após a época chuvosa (Dezembro a Abril). O Plasmodium falciparum é o parasita mais frequente, sendo responsável por cerca de 90% de todas infecções maláricas, enquanto que o P. malariae e o P. ovale são responsáveis por 9.1 e 0,9% de todas infecções, respectivamente.